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Brasil atravessa 'maior colapso sanitário e hospitalar da história', alerta Fiocruz

© REUTERS / Diego VaraMédicos e enfermeiros trabalham em unidade do hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, lotado em função da pandemia do coronavírus
Médicos e enfermeiros trabalham em unidade do hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, lotado em função da pandemia do coronavírus - Sputnik Brasil, 1920, 16.03.2021
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Ao publicar edição extraordinária do Boletim Observatório COVID-19, com recomendações e alertas sobre a doença, a Fiocruz disse que Brasil vive o "maior colapso sanitário e hospitalar" de sua história.

De acordo com a entidade, os 24 estados brasileiros e o Distrito Federal estão com taxas de ocupação de leitos públicos de UTI para pacientes de coronavírus igual ou superior a 80%. Ao todo, 15 estados têm lotação igual ou maior do que 90%. 

Das 27 capitais do país, 25 estão com leitos públicos de UTI com ocupação igual ou superior a 80% - e 19 delas com lotação igual ou superior a 90%.

"Como nos boletins anteriores, chamamos à atenção para o fato de a situação da pandemia por COVID-19 ser gravíssima. Um conjunto de indicadores, incluindo as médias móveis de casos e de óbitos e as taxas de ocupação de leitos UTI COVID-19 para adultos, apontam para situação extremamente crítica ou mesmo colapso, em todo o país", afirma o boletim.

Isolamento e máscaras

De acordo com a Fiocruz, até que a vacinação seja intensificada e a maior parte da população imunizada, é fundamental adotar medidas como o isolamento social e o uso de máscaras para conter a rápida disseminação do coronavírus, o que ajudaria a desafogar os hospitais. 

"De modo urgente, é fundamental ampliar e intensificar conjunto de medidas não-farmacológicas, com medidas de supressão ou bloqueio da transmissão e do uso de máscaras de proteção, como principal medida de controle e redução do número de casos por COVID-19, buscando reverter ou evitar colapsos no sistema de saúde, para reduzir drasticamente os níveis de transmissão e de casos e, consequentemente, o número de mortes evitáveis", argumenta a entidade.

Recorde de casos e mortes

Em seu boletim, a Fiocruz aponta que a "última semana apresentou números recordes de casos e de óbitos por COVID-19", com "uma média de 71 mil casos diários e 1,8 mil óbitos por dia na última semana epidemiológica (7 a 13 de março)". 

Nesta terça-feira (16) o Brasil registrou recorde de mortes pela COVID-19, com 2.841 óbitos nas últimas 24 horas, segundo boletim do Ministério da Saúde. Ao todo, país contabiliza 282.127 mortos pelo coronavírus. 

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