Cientistas sugerem que sociedades alienígenas podem ser como civilizações pré-colombianas

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Alienígena (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil, 1920, 15.03.2021
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Pesquisadores que procuram vida em planetas distantes podem ter mais sorte explorando enormes incêndios ou campos de plantações do que sinais de rádio emitidos por tecnologias superavançadas, sugere estudo.

Cientistas afirmam em novo estudo que, em vez de tentar descobrir a existência de uma civilização alienígena de tecnologia avançada fora do nosso Sistema Solar, os pesquisadores deveriam focar em algo mais arcaico, em sociedades primitivas. O estudo foi publicado na revista científica International Journal of Astrobiology.

"A maioria dos trabalhos procura vida [alienígena] que é muito simples, como bactérias, ou civilizações avançadas, com capacidade de [transmitir ondas de] rádio. Isso deixa uma grande lacuna", afirmou Adrew Lockley, principal autor do estudo, ao tabloide The Sun.

Lockley argumenta que a humanidade esteve na Terra por centenas de milhares de anos antes de se tornar tecnologicamente avançada. Dessa forma, seria justo presumir que a maioria das civilizações alienígenas ainda estaria vivendo em sua Idade da Pedra. Ou seja, é possível que os alienígenas sejam inteligentes, mas que não estejam construindo tecnologias complexas como os radiotelescópios.

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Os cientistas recordam que a humanidade é industrializada há apenas por 100 anos, enquanto civilizações pré-industriais existiram por dez mil anos. "As sociedades alienígenas comuns podem ser mais como os incas ou os elisabetanos […]. Essas sociedades primitivas existem há muito mais tempo do que temos o rádio", destacou o pesquisador.

Os cientistas querem agora tentar identificar mudanças no brilho e na cor da superfície de um planeta. Esta técnica poderia ajudar a "identificar a agricultura em grande escala, como a queima de arbustos em todo o planeta ou o crescimento de vastos campos de plantações", bem como "grandes incêndios como resultado de um conflito em grande escala", ressalta o tabloide.

Os cientistas ressaltam que atualmente nenhum telescópio é sensível o suficiente para fazer essas observações, mas eles acreditam que a nova geração de telescópios, como o avançado caçador de planetas CHEOPS (CHaracterising ExOPlanet Satellite) da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) dará conta do recado.

"Assim como as civilizações antigas da Terra, eles [os alienígenas] podem ter uma astronomia sofisticada. Sua compreensão do Universo pode levar os alienígenas a suspeitarem que são visíveis de outros planetas. Eles podem, portanto, mudar seu comportamento, para atrair ou evitar a atenção", afirma Lockley.

A proposta de Lockley vai de encontro com uma nova abordagem adotada por cientistas da agência espacial norte-americana NASA. Em fevereiro, uma equipe de pesquisadores da NASA afirmou que vai escanear exoplanetas em busca de sinais de poluição do ar o que significaria um sinal de uma civilização extraterrestre avançada.

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