Polônia declara diplomata bielorrusso como persona non grata

© REUTERS / Kacper PempelO presidente da Polônia, Andrzej Duda.
O presidente da Polônia, Andrzej Duda. - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2021
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Nesta quarta-feira (10), a Polônia declarou um diplomata da Bielorrússia como persona non grata como forma de retaliação contra Minsk.

Conforme declarou o vice-ministro das Relações Exteriores da Polônia, Marcin Przydacz, a decisão se deve à expulsão do cônsul polonês, Jerzy Timofeyuk, da Bielorrússia. Przydacz usou as redes sociais para divulgar a decisão.

"Em resposta às ações hostis e infundadas das autoridades bielorrussas contra o cônsul polonês em Brest, a Polônia declarou hoje o diplomata da embaixada bielorrussa em Varsóvia como persona non grata", publicou Przydacz, sem citar o nome do diplomata.

Conforme publicou o portal bielorrusso Belta, o Ministério das Relações Exteriores da Bielorrússia pediu na terça-feira (9) ao cônsul polonês em Brest que deixasse o país. Segundo o governo bielorrusso, o pedido se deve à participação em um evento não oficial em homenagem aos chamados soldados amaldiçoados, no dia 28 de fevereiro deste ano. Ainda conforme o portal Belta, o evento é acusado por incitação ao ódio e ao nazismo.

© AP Photo / Czarek SokolowskiEm Varsóvia, capital polonesa, manifestantes demonstram apoio à oposição da Bielorrússia, em 10 de agosto de 2020.
Polônia declara diplomata bielorrusso como persona non grata - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2021
Em Varsóvia, capital polonesa, manifestantes demonstram apoio à oposição da Bielorrússia, em 10 de agosto de 2020.

Soldados amaldiçoados é um termo que designa movimentos poloneses anti-soviéticos e anticomunistas que foram formados nos estágios finais da Segunda Guerra Mundial. Os grupos, que chegaram a lutar contra os nazistas, também atacavam estrangeiros, principalmente bielorrussos.

Desde a explosão de protestos contra a reeleição do atual presidente bielorrusso, Aleksandr Lukashenko, em agosto de 2020, as relações entre Minsk e Varsóvia se deterioraram. A Polônia chegou a abrigar oposicionistas bielorrussos, além de ter visto protestos contra Lukashenko em seu próprio território.

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