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Grupo de Puebla celebra Lula e diz que petista foi vítima de 'maior equívoco' da Justiça brasileira

© AP Photo / Andre PennerEx-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2021
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O Grupo de Puebla, que reúne principalmente representantes de esquerda da América Latina, celebrou a recuperação dos direitos políticos do ex-presidente Lula e disse que petista foi perseguido. 

Segundo a organização, apontada como substituta do Foro de São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva foi vítima do "maior equívoco do sistema de Justiça brasileira". 

"O Grupo de Puebla celebra com entusiasmo a notícia de que o ex-presidente Lula da Silva tenha recuperado seus direitos políticos, após seis longos anos de perseguição judicial e 580 dias de sequestro judicial, no contexto do que pode ser considerado o maior equívoco do sistema de Justiça brasileiro", disse a entidade.

O grupo parabenizou as forças progressistas do Brasil por sua "extraordinária resistência frente à cruzada dos meios de comunicação que incentivaram esse processo de judicialização da política, restringindo o legítimo direito à defesa do ex-presidente e o pleno exercício de seus direitos políticos". 

'Caso replicado na região'

Segundo a organização, outros políticos da América Latina teriam sofrido perseguição semelhante. 

"O caso do ex-presidente Lula está sendo replicado contra outros dirigentes progressistas da região. Trata-se da utilização da Justiça como arma de confrontação política por meio de guerras jurídicas (lawfare)", acrescentou o comunicado. 

Na segunda-feira (8), o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou os processos e condenações de Lula no âmbito da Lava-Jato. No dia seguinte, foi iniciado o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro. 

Nesta quarta-feira (10), o ex-presidente fez discurso na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), no qual criticou os procuradores da Lava Jato e Moro, mas disse que não poderia sentir "mágoas", pois "o sofrimento que as pessoas pobres estão passando é infinitamente maior do que qualquer crime que cometeram contra mim".

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