Algodão ou sintética? Estudo mostra qual tipo de máscara é mais eficiente contra COVID-19 (VÍDEO)

© AFP 2022 / Menahem KahanaHomem usa várias máscaras durante celebrações de Purim, Jerusalém, 28 de fevereiro de 2021
Homem usa várias máscaras durante celebrações de Purim, Jerusalém, 28 de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 10.03.2021
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Cientistas descobriram que tecidos de algodão se tornam melhores filtros quando expostos a condições úmidas. O mesmo já não ocorre com tecidos sintéticos.

Pesquisadores testaram quais tecidos funcionam melhor para máscaras destinadas a retardar a disseminação do SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19. Simulando condições que imitam a umidade da respiração de uma pessoa, os cientistas descobriram que a eficiência de filtragem aumentou em média 33% em tecidos de algodão.

​As máscaras de algodão se tornam melhores filtros quando absorvem a umidade da respiração, tornando-as ainda melhores em desacelerar a COVID-19 do que pensávamos

Os tecidos sintéticos tiveram um desempenho ruim em relação ao algodão e seu desempenho não melhorou com a umidade. O material das máscaras de procedimentos médicos também não melhorou com a umidade, embora tenha um desempenho quase igual ao do algodão. Os resultados foram publicados na segunda-feira (8) na revista científica ACS Applied Nano Materials.

"Os tecidos de algodão ainda são uma ótima escolha […]. Mas este novo estudo mostra que os tecidos de algodão têm melhor desempenho em máscaras do que pensávamos", afirmou em comunicado Christopher Zangmeister, principal autor do estudo.

Algodão x fibra sintética

Zangmeister e seus colegas testaram nove tipos diferentes de algodão e seis tipos de fibras sintéticas com 99% de umidade, aproximadamente a umidade do ar, e 55% de umidade. Isso resultou em uma diferença notavelmente visível no desempenho do algodão.

© REUTERS / E. P. Vicenzi/Instituto de Conservação do Museu Smithsonian e Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, na sigla em inglês) dos EUA/HandoutImagens de máscaras faciais de uma flanela de algodão (E) e de poliéster, fotografadas com um microscópio eletrônico.
Imagens de máscaras faciais de uma flanela de algodão (E) e de poliéster, fotografadas com um microscópio eletrônico - Sputnik Brasil
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Imagens de máscaras faciais de uma flanela de algodão (E) e de poliéster, fotografadas com um microscópio eletrônico.
© REUTERS / E. P. Vicenzi/Instituto de Conservação do Museu Smithsonian e Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, na sigla em inglês) dos EUA/HandoutFibras individuais em uma máscara facial de flanela de algodão, fotografadas com um microscópio eletrônico.
Fibras individuais em uma máscara facial de flanela de algodão, fotografadas com um microscópio eletrônico - Sputnik Brasil
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Fibras individuais em uma máscara facial de flanela de algodão, fotografadas com um microscópio eletrônico.
© REUTERS / E. P. Vicenzi/Instituto de Conservação do Museu Smithsonian e Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, na sigla em inglês) dos EUA/HandoutA imagem mostra uma seção transversal de uma camada de uma máscara respiratória N95, incluindo o material filtrante em roxo, e material protetor ao redor dela.
A imagem mostra uma seção transversal de uma camada de uma máscara respiratória N95, incluindo o material filtrante em roxo, e material protetor ao redor dela - Sputnik Brasil
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A imagem mostra uma seção transversal de uma camada de uma máscara respiratória N95, incluindo o material filtrante em roxo, e material protetor ao redor dela.
© REUTERS / E. P. Vicenzi/Instituto de Conservação do Museu Smithsonian e Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, na sigla em inglês) dos EUA/HandoutCorte transversal de uma máscara facial de flanela de algodão e sua trama superior e inferior, fotografada usando um microscópio eletrônico.
Corte transversal de uma máscara facial de flanela de algodão e sua trama superior e inferior, fotografada usando um microscópio eletrônico - Sputnik Brasil
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Corte transversal de uma máscara facial de flanela de algodão e sua trama superior e inferior, fotografada usando um microscópio eletrônico.
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Imagens de máscaras faciais de uma flanela de algodão (E) e de poliéster, fotografadas com um microscópio eletrônico.
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Fibras individuais em uma máscara facial de flanela de algodão, fotografadas com um microscópio eletrônico.
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A imagem mostra uma seção transversal de uma camada de uma máscara respiratória N95, incluindo o material filtrante em roxo, e material protetor ao redor dela.
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Corte transversal de uma máscara facial de flanela de algodão e sua trama superior e inferior, fotografada usando um microscópio eletrônico.

A eficiência de filtragem dos tecidos de algodão aumenta em condições úmidas porque o algodão é hidrofílico, o que significa que gosta de água. Ao absorver pequenas quantidades de água na respiração de uma pessoa, as fibras de algodão criam um ambiente úmido dentro do tecido. Conforme as partículas microscópicas passam, elas absorvem parte dessa umidade e ficam maiores, o que aumenta a probabilidade de ficarem presas.

A maioria dos tecidos sintéticos, por outro lado, são hidrofóbicos, o que significa que não gostam de água. Esses tecidos não absorvem umidade e sua eficiência de filtragem não se altera em condições de umidade.

O tipo de algodão com melhor desempenho foi a flanela de algodão, de acordo com os resultados. Os pesquisadores também testaram se a umidade torna os tecidos mais difíceis de respirar e não encontraram nenhuma alteração na respirabilidade.

No entanto, tudo isso não significa que as máscaras molhadas sejam melhores: se a máscara molhar, ela deve ser substituída. A pesquisa sugere que possuir um monte de máscaras reutilizáveis ​​que podem ser lavadas na máquina juntas é a opção mais ecológica para manter-se seguro.

Zangmeister ressalta, todavia, as condições em laboratório são específicas e "para entender como esses materiais funcionam no mundo real precisamos estudá-los em condições realistas".

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