Dados de 21 milhões de usuários de vários países de 3 aplicativos de VPN são vendidos on-line

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Mão segurando um smartphone com sistema operacional Android - Sputnik Brasil, 1920, 04.03.2021
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Ocorreu um vazamento de dados de usuários de três importantes aplicativos de VPN para Android. A informação filtrada inclui credenciais para iniciar sessão e dados sensíveis de dispositivos.

A base de dados de três importantes aplicativos de VPN para Android foram vazadas recentemente por um hacker que está vendendo on-line 21 milhões de registros de usuários, incluindo credenciais para iniciar sessão e informação sensível sobre os dispositivos, segundo uma investigação do portal CyberNews.

O público principal que usa aplicativos de VPN corresponde a residentes da Rússia, da China e de países do Oriente Médio, onde ocorrem frequentemente bloqueios de recursos de Internet.

De acordo com a mídia, um usuário de um fórum popular de hackers fez o anúncio da venda de bases de dados roubados de três aplicativos: SuperVPN (considerado um dos aplicativos de VPN mais populares, tendo sido baixado mais de 100 milhões de vezes na Play Store), GeckoVPN (com mais de um milhão de downloads) e ChatVPN (com mais de 50 mil downloads).

Os dados expostos supostamente incluem e-mails, nomes de usuários e nomes completos, países, senhas geradas aleatoriamente, dados relacionados a pagamentos e contas premium vinculadas ao usuário com sua data de vencimento.

Os arquivos de dados também parecem conter informações importante sobre os dispositivos, com números de série, tipos de telefones e fabricantes, ID do dispositivo e números de Identidade Internacional do Assinante Móvel (IMSI, na sigla em inglês).

O usuário afirma que os dados foram extraídos de bancos de dados disponíveis publicamente, o que significa que as empresas não desativaram as credenciais predefinidas da base de dados.

O portal CyberNews adverte que se a informação for confirmada, seria um grande golpe para a segurança e a privacidade de usuários por parte destes três aplicativos. Para o SuperVPN não é o primeiro caso, pois já no ano passado foi informado de ter vulnerabilidades críticas na versão gratuita de seu aplicativo.

Neste sentido, o portal recorda que um dos argumentos principais a favor do uso de um VPN é justamente criptografar o tráfego da Internet do usuário e proteger sua privacidade.

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