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Amazônia tem 7 dos 10 municípios que lideram ranking de emissões de carbono no Brasil

© Folhapress / Alberto César AraújoGado invade área do Parque Nacional da Serra do Pardo, em São Félix do Xingu (PA), município que lidera ranking de emissões de gases de efeito estufa no Brasil (arquivo)
Gado invade área do Parque Nacional da Serra do Pardo, em São Félix do Xingu (PA), município que lidera ranking de emissões de gases de efeito estufa no Brasil (arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 04.03.2021
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Sete dos dez maiores emissores de carbono do Brasil estão na Amazônia, onde o desmatamento é a principal fonte de emissões, revela a primeira edição do SEEG Municípios, uma iniciativa inédita do Observatório do Clima.

A versão municipal do SEEG, Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa, foi lançada nesta quinta-feira (4), revelando dados de todos os 5.570 municípios brasileiros. 

O levantamento realizado mostra que os dez municípios campeões de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil emitem juntos 172 milhões de toneladas brutas de gás carbônico equivalente (CO²e). Isso, segundo a rede Observatório do Clima, é mais do que alguns países inteiros, como Peru, Bélgica ou Filipinas.

Sete desses grandes emissores ficam na Amazônia, tendo o desmatamento como principal fonte de emissões: São Félix do Xingu-PA (29.768.597), Altamira-PA (23.381.897), Porto Velho-RO (22.492.817), Pacajá-PA (15.045.485), Colniza-MT (14.277.745), Lábrea-AM (13.771.531) e Novo Repartimento-PA (12.262.395). Completam a lista dos principais emissores as cidades de São Paulo-SP (17.964.207), Rio de Janeiro-RJ (11.786.733) e Serra-ES (11.517.335). 

​O levantamento, o primeiro do tipo a ser realizado em um país de grandes dimensões, cobre os anos de 2000 a 2018 e é detalhado para mais de uma centena de fontes de emissões nos setores de energia, transporte, indústria, agropecuária, tratamento de resíduos e mudanças de uso da terra e florestas.

A iniciativa tem como objetivo aumentar o conhecimento de prefeitos, câmaras de vereadores e da sociedade local de todo o país sobre a dinâmica das emissões e prover uma ferramenta para a elaboração de políticas de desenvolvimento municipal com redução de carbono, conforme explica o Observatório. Os dados completos estão disponíveis no site do Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa.

​"Até hoje, menos de 5% dos municípios brasileiros tinham algum inventário de emissões de gases de efeito estufa. Agora, todos terão os dados para uma série de 20 anos e esperamos que isso sirva de estímulo para promover o desenvolvimento local com redução das emissões e enfrentamento das mudanças climáticas", explica Tasso Azevedo, coordenador-geral do SEEG, em nota enviada à Sputnik Brasil. "Como os dados são disponibilizados de forma aberta e gratuita, significam também uma enorme economia de recursos públicos, que podem ser focados nas ações para reduzir emissões", acrescenta.

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