Identificado dinossauro com pena dos Pirineus nunca antes visto na Europa

© AP Photo / Steve Brusatte / Universidade de EdinburghFóssil de dinossauro (imagem de arquivo)
Fóssil de dinossauro (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 02.03.2021
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Pesquisadores responsáveis pela descoberta estimam que o dinossauro seja um troodontídeo, que poderia medir até dois metros de comprimento e pesar cerca de 20 quilos quando adulto.

Um grupo de pesquisadores conduzido por um membro do Instituto de Paleontologia Catalão (IPC) conseguiu identificar uma nova espécie de dinossauro carnívoro que teria habitado os Pirineus há 66 milhões de anos, segundo artigo publicado na segunda-feira (1º) no Science Reports.

Com base em alguns fósseis dos ossos do pé do dinossauro encontrados em 2003 em Conca Della, na Catalunha, os pesquisadores foram capazes de determinar que estes pertenceriam a um troodontídeo. Este faria parte de um grupo de pequenos dinossauros com penas muito comuns na América do Norte e na Ásia, mas que até agora era desconhecido na Europa.

Devido à rara natureza da descoberta, os paleontólogos batizaram o pequeno dinossauro de "Tamarro insperatus", que significa tamarro inesperado, traduzido do latim. Esse nome se refere a uma criatura mítica do folclore espanhol, cuja popularidade se deve ao fato de ser um ser "extremamente elusivo e difícil de encontrar".

T. insperatus representa a primeira espécie de troodontídeo registrada na Europa. Os pesquisadores levantam a hipótese de migração da Ásia para chegar à ilha Ibero-Armórica durante os eventos de dispersão de Maastricht.

O "Tamarro inesperatus" seria um predador que atacaria, maioritariamente, pequenos répteis, mamíferos e até insetos, e, assim como a maioria dos troodontídeos, não se lançaria em ataque a animais maiores que ele. Albert G. Sellés, pesquisador do IPC que conduziu a pesquisa, contou que, após uma detalhada análise microscópica, ele e sua equipe concluíram que o animal encontrado "ainda não era adulto quando morreu".

Contudo, a descoberta desta nova espécie de dinossauro poderia reforçar a hipótese de que, no final do período Cretáceo, existiram várias ondas migratórias entre os continentes da Ásia e da Europa.
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