Relatora especial da ONU responsabiliza Rússia pelo envenenamento do opositor Navalny

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Opositor russo Aleksei Navalny durante manifestação - Sputnik Brasil, 1920, 01.03.2021
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As relatoras especiais das Nações Unidas Agnès Callamard, para execuções extrajudiciais, sumárias e arbitrárias, e Irene Khan, para a promoção e proteção da liberdade de opinião e expressão, consideram a Rússia responsável pelo envenenamento do opositor russo Aleksei Navalny.

Na segunda-feira (1º), Agnès Callamard afirmou que a Rússia é responsável pelo envenenamento do opositor russo Aleksei Navalny, apresentando conclusões do relatório durante coletiva de imprensa na ONU.

"O objetivo de nossa investigação era determinar o nível de reponsabilidade governamental pela tentativa de realização deste assassinato. A nossa conclusão é que a Rússia é responsável pela tentativa do assassinato", afirmou a especialista da ONU, Agnès Callamard, apresentando conclusões do relatório durante coletiva de imprensa na ONU.

A relatora especial afirmou estar preparada para participar da missão de procura de fatos sobre o caso Navalny, incentivada pelos representantes da Assembleia Parlamentar do Conselho Europeu. Para a relatora especial, a investigação do envenenamento de Navalny deve ocorrer sob a jurisdição da Rússia.

Agnès Callamard afirmou que a fórmula da substância investigada pela Organização para a Proibição de Armas Químicas corresponde a um novo tipo do Novichok.

"Chegamos a esta conclusão, baseando-se nos dados de que o Novichok foi desenvolvido na URSS e, nesta etapa, em 2021, é sabido que apenas a Rússia produz [Novichok] e também o usou", acrescentou Callamard.

França, Alemanha e Suécia não responderam às solicitações da Procuradoria-Geral russa sobre o caso de Aleksei Navalny, segundo Callamard.

"As autoridades russas enviaram seis solicitações para as pessoas autorizadas da Alemanha, França e Suécia com pedido de prover assistência na investigação [...]. Até agora, as pessoas autorizadas oficiais, aparentemente, recusaram-se a cooperar", lê-se no comunicado das relatoras especiais da ONU.

Em 20 de agosto de 2020, Aleksei Navalny foi internado na cidade russa de Omsk depois de se sentir mal em voo de Tomsk a Moscou. Os médicos do hospital de Omsk sugeriram que um mau funcionamento metabólico pudesse ter causado mal-estar, e não encontraram vestígios de veneno em seu sangue ou urina.

Dois dias depois, Navalny foi levado de avião para o Hospital Universitário Charité em Berlim, Alemanha, em estado grave. O governo alemão declarou que Navalny foi intoxicado com uma substância do grupo Novichok. Países ocidentais acusaram Moscou de ter envenenado Navalny.

Kremlin revelou que Berlim não informou a Moscou sobre suas conclusões. A chancelaria russa destacou que a Rússia está esperando resposta à solicitação oficial sobre a situação.

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