Ataque aéreo americano na Síria só afasta EUA do acordo nuclear com Irã, diz senador russo

© AP Photo / Darko BandicMilitares sentados dentro de veículos de combate Bradley em base militar dos EUA em local não revelado no nordeste da Síria, 11 de novembro de 2019
Militares sentados dentro de veículos de combate Bradley em base militar dos EUA em local não revelado no nordeste da Síria, 11 de novembro de 2019 - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2021
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A agressão militar dos Estados Unidos na Síria ocasiona o aumento de tensões na região e a falha de normalização das relações entre Washington e Teerã no âmbito do acordo nuclear, afirmou o presidente do Comitê de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação.

"É uma história extremamente estranha com envolvimento de quatro Estados – EUA, Iraque, Irã e Síria, mas onde apenas um deles – os Estados Unidos – utiliza abertamente a força militar com autorização governamental [norte-americana]", notou o senador Konstantin Kosachev, que presidia o Comitê de Assuntos Internacionais do Conselho da Federação.

De acordo com o senador russo, o ataque aéreo norte-americano à Síria acontece em meio aos disparos de mísseis contra a Zona Verde de Bagdá em 22 de fevereiro que ainda nem foram esclarecidos e que tiveram responsabilidade jogada em responsáveis da forma mais banal – um dos adversários geopolíticos dos Estados Unidos.

"Mais uma vez os Estados Unidos atribuem o direito de realizar o julgamento, proferir a sentença e executá-la fora do tribunal, sem cumprimento de normas e princípios do direito internacional. Deste modo, a história passa de estranha para francamente perigosa, pela possibilidade de escalada de confronto militar na região e falha de normalização da interação entre EUA e Irã no âmbito do JCPOA [Plano de Ação Conjunto Global, ou acordo nuclear]", concluiu o senador russo.

Anteriormente, o Pentágono declarou que ataque aéreo norte-americano em solo sírio resultou na destruição de instalações de grupos xiitas apoiados pelo Irã.

O ataque aéreo, nota o Pentágono, foi uma resposta aos recentes ataques a militares norte-americanos e a tropas da coalizão no Iraque. O secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, relatou que os militares norte-americanos se basearam em informações de inteligência do lado iraquiano e têm certeza absoluta na precisão do ataque aéreo.

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