Limitação de inspeções nucleares do Irã pela AIEA é 'ameaça' que exige 'resposta', afirma Israel

© AP Photo / Vahid SalemiReator de pesquisa nuclear na sede da Organização de Energia Atômica iraniana em Teerã, Irã, 1º de setembro de 2014
Reator de pesquisa nuclear na sede da Organização de Energia Atômica iraniana em Teerã, Irã, 1º de setembro de 2014 - Sputnik Brasil, 1920, 25.02.2021
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Tel Aviv tem se oposto à obtenção de armas nucleares por Teerã, alegando que o enriquecimento de urânio conduzido pela nação persa tem o objetivo de expandir sua influência no Oriente Médio.

Gabi Ashkenazi, ministro das Relações Exteriores de Israel, atacou na quarta-feira (24) a intenção de Teerã de limitar as inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em suas instalações nucleares, escreveu o jornal The Jerusalem Post.

"Israel vê este passo como uma ameaça que não deve passar sem resposta", afirmou.

"Nunca permitiremos que o Irã controle a capacidade de adquirir uma arma nuclear", acrescentou o chanceler israelense.

Além disso, Benny Gantz, ministro da Defesa de Israel, declarou na quarta-feira (24), citado pelo jornal The Jerusalem Post, que qualquer acordo que o Irã pudesse ter fechado com outras partes potenciais do tratado deveria ser "um acordo que terminasse seu projeto nuclear, permitisse supervisão e inspeção eficazes a longo prazo, e pusesse um fim à entrada iraniana na Síria, no Iêmen e no Iraque".

Segundo ele, as Forças de Defesa de Israel (FDI) estão agora se preparando para vários cenários, incluindo um em que Israel precisaria "impedir o Irã de obter armas nucleares". Em referência aos recentes passos do Irã para desenvolver capacidade nuclear, o ministro israelense afirmou que as potências mundiais deveriam unir seus esforços porque o Irã é "um problema global e regional" que ameaça Israel.

Limitações de urânio do Irã

O Irã assinou em 2015 o Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), ou acordo nuclear, com o grupo de países P5+1, que exigiu que o Irã reduzisse seu programa nuclear e diminuísse suas reservas de urânio em troca de alívio de sanções.

No entanto, a administração de Donald Trump (2017-2021) retirou-se do acordo unilateralmente em 2018 e reinstituiu sanções a Teerã, o que levou a República Islâmica a abandonar gradualmente suas obrigações com os termos do acordo.

O governo israelense sempre se opôs ao acordo nuclear, com Benjamin Netanyahu, premiê de Israel, dizendo recentemente que Tel Aviv não confiaria no acordo nuclear, e que "faria tudo" para evitar que Teerã se apoderasse de armas nucleares, apesar de Joe Biden, presidente dos EUA, expressar vontade de regressar ao JCPOA.

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