Antiviral acelera recuperação de pacientes não internados por COVID-19, diz estudo

© AP Photo / Achmad IbrahimMédico prepara injeção (imagem ilustrativa)
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Na pesquisa, realizada por pesquisadores do Centro de Doenças do Fígado de Toronto, no Canadá, com uma única dose, os pacientes tiveram probabilidade quatro vezes maior de recuperação da COVID-19 nos sete dias seguintes, na comparação com o grupo que tomou placebo.

Uma nova pesquisa apontou que uma droga antiviral experimental acelera a recuperação de pacientes não hospitalizados com COVID-19. Por interromper antes do tempo a transmissão do vírus, o medicamento também tende a diminuir a infecção comunitária.

Chamada de peginterferon-lambda, a droga é feita a partir de uma proteína produzida pelo corpo diante de uma infecção viral, da mesma classe que os interferons. A função dessa enzima é ativar alguns mecanismos celulares responsáveis por matar o vírus, que agem impedindo a replicação viral.

Uma das principais causas de morte pelo coronavírus é a reação desproporcional do sistema imune que ataca o próprio organismo, e não o SARS-CoV-2. E o antiviral redireciona o sistema de defesa do corpo para atacar o vírus em vez dos próprios órgãos.

© REUTERS / Amanda PerobelliFuncionários do Instituto Butantan trabalham na produção da vacina contra o coronavírus CoronaVac
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Funcionários do Instituto Butantan trabalham na produção da vacina contra o coronavírus CoronaVac

No estudo, feito por pesquisadores do Centro de Doenças do Fígado de Toronto, ligado à Universidade Health Network (UHN), contou com 60 participantes, sendo 30 que receberam o medicamento e outros 30 que tomaram placebo. Os resultados foram publicados neste mês na revista especializada Lancet Respiratory Medicine, do grupo The Lancet, a mais prestigiada revista científica da área médica.

De acordo com a pesquisa, quem recebeu uma aplicação de peginterferon-lambda teve probabilidade quatro vezes maior de recuperação da COVID-19 nos sete dias seguintes, na comparação com o grupo que tomou placebo.

Além disso, 79% dos pacientes com alta carga viral (mais de um milhão de cópias do vírus por ml) se recuperaram da doença recebendo o tratamento. No outro grupo, apenas 38% conseguiram superar a COVID-19.

"Os pacientes que foram tratados com o peginterferon-lambda eliminaram o vírus rapidamente, e o efeito foi mais pronunciado naqueles com alta carga viral. Nós também vimos uma tendência de melhora mais rápida dos sintomas respiratórios no grupo da intervenção", contou o especialista em doença de fígado e primeiro autor do estudo, Jordan Feld.
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