União Europeia sanciona 19 funcionários venezuelanos

© AP Photo / Matias DelacroixPresidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e funcionários do governo em coletiva de imprensa no Palácio Miraflores
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e funcionários do governo em coletiva de imprensa no Palácio Miraflores - Sputnik Brasil, 1920, 22.02.2021
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A União Europeia (UE) anunciou nesta segunda-feira (22) que impôs sanções a 19 funcionários venezuelanos. O governo da Venezuela, por sua vez, disse que a punição era "arbitrária". 

De acordo com os ministros da Relações Exteriores do bloco, os funcionários estatais atuam para enfraquecer a democracia e os direitos humanos na Venezuela. 

Os embargos consistem no congelamento de ativos dos funcionários e proibição para viajarem para países da UE. De acordo com os ministros, as sanções estão relacionadas à "situação de deterioração na Venezuela após as eleições de dezembro de 2020". 

O pleito legislativo terminou com vitória esmagadora dos candidatos chavistas. A oposição boicotou o processo, alegando fraudes. Ao todo, 55 funcionários venezuelanos já foram sancionados pela União Europeia. 

"Os indivíduos acrescentados à lista são responsáveis, principalmente, por enfraquecer os direitos eleitorais das oposições e o funcionamento democrático da Assembleia Nacional, e de sérias violações dos direitos humanos e restrições a liberdades fundamentais", disseram os ministros das Relações Exteriores do bloco, segundo a agência AP. 

'Forçar uma mudança de governo'

Por outro lado, afirmaram que as medidas não têm como objetivo "ter efeitos humanitários adversos ou consequências involuntárias sobre a população venezuelana e podem ser revertidas".

Por meio de um comunicado, o governo da Venezuela criticou as sanções, afirmando que os embargos eram uma "expressão de sua frustração diante do fracasso de sua agressão" para "forçar uma mudança de governo" na Venezuela. 

"Nada mais é do que outra torpe decisão cuja única intenção aponta para afetar negativamente o diálogo político que se desenvolve no país", afirmou Caracas. "Venezuela reitera e denuncia o caráter arbitrário dessas pretensas sanções, sem qualquer base legal nas normas comuns de direito internacional", complementou. 

​Venezuela rechaça a decisão do Conselho de Assuntos Exteriores da UE, que impõe de maneira arbitrária Medidas Coercitivas Bilaterais contra 19 funcionários venezuelanos, como expressão de sua frustração ante o fracasso de sua agressão contra nosso povo

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