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Coordenadora de imunização do AM desmente Pazuello sobre estratégia de vacinação: 'Não vai mudar'

© Foto / João Viana / SemcomVacinação contra a COVID-19 de servidores da rede estadual de saúde do Amazonas
Vacinação contra a COVID-19 de servidores da rede estadual de saúde do Amazonas - Sputnik Brasil, 1920, 22.02.2021
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Em entrevista à Sputnik Brasil, Izabel Nascimento, coordenadora estadual de imunização da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM), afirma também que as vacinas prometidas ao estado para esta semana ainda não chegaram.

Ao contrário do que foi afirmado pelo Ministério da Saúde, a vacinação no Amazonas não utilizará o modelo de colégios eleitorais para imunizar a população do estado. À Sputnik Brasil, a coordenadora afirma que "a estratégia não mudou, continua a mesma".

"Com certeza, não vai mudar. Vai ser feito como sempre estivemos fazendo, e sempre tivemos êxito em nossas campanhas", afirmou Nascimento nesta segunda-feira (22), em entrevista à Sputnik Brasil.

De acordo com o que a pasta havia anunciado, os amazonenses procurariam seu local de votação para tomar a vacina, descentralizando a campanha dos postos de saúde. No entanto, segundo Nascimento, esta foi apenas uma "proposta" que chegou a ser discutida em uma reunião, que contou com a presença das Forças Armadas: "Não há necessidade neste momento de que isso seja realizado".

"Temos unidades de saúde em todas as zonas do município de Manaus. A população já sabe onde há postos de vacinação, isso é feito anualmente. Sempre demos conta de fazer nosso trabalho", diz Nascimento.

A coordenadora argumenta que o percentual da população a ser vacinada contra a COVID-19 é igual ao de campanhas de vacinação contra a gripe, por exemplo. Por isso, o sistema de saúde do estado já está preparado para imunizar os amazonenses contra o novo coronavírus.

Além disso, ela destaca que não basta disponibilizar salas para vacinar a população – é necessário também capacitar as pessoas para vacinar, registrar as imunizações realizadas e organizar a população.

"Não dá para disseminar um sem-número de localidades onde você pode até não ter um bom acesso. [...] Ninguém vai ter pessoas suficientes para atender uma demanda dessa. Requer muita gente", avalia a coordenadora de vacinação.

Na proposta discutida com o Ministério da Saúde, as Forças Armadas ajudariam a imunizar a população. Nascimento ressalta que os militares sempre prestaram pronta ajuda para a vacinação no estado: "Temos locais de difícil acesso, e sempre precisamos dessa ajuda. [...] Sempre tivemos um bom acolhimento, sem nenhum problema". O auxílio das Forças Armadas, no entanto, é operacional – e a aplicação de vacinas exige mais que isso.

"Não só as pessoas que vão aplicar a vacina. [...] Você não vai colocar o seu braço para qualquer pessoa aplicar. Tem que saber todos os cuidados, da aplicação, do manuseio, da temperatura que esta vacina tem que estar", diz Nascimento.
© Foto / Ione MorenoLiberação de pacientes tratados da COVID-19, na Fundação Doutor Thomas, em Manaus
Coordenadora de imunização do AM desmente Pazuello sobre estratégia de vacinação: 'Não vai mudar' - Sputnik Brasil, 1920, 22.02.2021
Liberação de pacientes tratados da COVID-19, na Fundação Doutor Thomas, em Manaus

'As vacinas não chegaram', diz coordenadora

Izabel Nascimento afirma também que a vacinação de pessoas com 50 anos de idade ou mais não teve início nesta segunda-feira (22), conforme inicialmente planejado pelo ministro da Saúde Eduardo Pazuello. O motivo: não chegaram as remessas de vacinas prometidas pela pasta.

"As vacinas não chegaram. Quando chegarem as vacinas destinadas a esta população [50 anos ou mais], atenderemos", informou a coordenadora.

Segundo Nascimento, a situação nos hospitais do Amazonas melhorou consideravelmente desde o colapso no sistema de saúde do estado. O suprimento de oxigênio é suficiente e a taxa de óbito diminuiu, assim como a de ocupação dos hospitais.

"O ritmo de vacinação no estado segue dentro do esperado, dentro do padrão que o ministério nos coloca. Cumprimos os critérios tanto do plano nacional quanto do estadual", diz a coordenadora.

Até o momento, o Amazonas imunizou 66,4% do público-alvo a ser vacinado, que inclui indígenas, idosos, pessoas com deficiência, entre outros. O percentual corresponde a 242.707 pessoas das 327.311 a serem vacinadas, segundo números do governo do estado.

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