Presidentes do Paraguai e Uruguai defendem flexibilização do Mercosul

© AFP 2022 / Presidência do UruguaiO presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, ao lado do seu homólogo uruguaio, Luis Lacalle Pou, após encontro.
O presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, ao lado do seu homólogo uruguaio, Luis Lacalle Pou, após encontro. - Sputnik Brasil, 1920, 18.02.2021
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O presidente do Uruguai, Luis Lacalle Pou, e o seu homólogo paraguaio, Mario Abdo Benítez, disseram nesta quarta-feira (17), em um comunicado conjunto, que o Mercosul deve ser "um trampolim" e discutiram a flexibilização do bloco.

A declaração foi feita após os dois presidentes realizarem um encontro presencial em Punta del Este (a cerca de 140 km de Montevidéu).

"Posso dizer com grande satisfação que a vocação paraguaia de abertura ao mundo é a mesma do Uruguai e continua com mais força. Por isso, o avanço dos países do Mercosul para o mundo é extremamente importante. Para o Paraguai e o Uruguai é decisivo nos tempos que virão", afirmou Pou.

Os dois países querem que cada país possa negociar acordos bilaterais com outras nações sem exigir o consentimento dos demais membros do Mercosul, como está estabelecido atualmente.

"O mundo está se abrindo às nossas commodities, às nossas matérias-primas, e podemos oferecê-las. Precisamos entrar no mundo, nesses mercados, em igualdade de condições com nossos concorrentes. Por isso, o avanço com os países do mundo que são grandes consumidores de nossas matérias-primas, temos que ir lá negociar, com nossas particularidades e compromissos", completou o presidente uruguaio.

Nesse sentido, os dois presidentes defenderam que o bloco econômico que completará 30 anos em março passe por mudanças.

"Temos que rever o roteiro, ficar com o bom, promover o melhor para torná-lo um trampolim para o mundo", disse Pou.

O presidente uruguaio concluiu neste encontro sua rodada de reuniões presenciais com todos os líderes do Mercosul, após receber o presidente argentino Alberto Fernández em novembro e visitar Jair Bolsonaro em Brasília no início de fevereiro.

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