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'Sucessivos equívocos': Frente Nacional de Prefeitos culpa governo brasileiro por falta de doses

© REUTERS / Bruno KellyProfissionais de saúde carregam lote de doses da vacina CoronaVac em barco próximo à Terra Indígena Rio Urubu, em Itacoatiara, no Amazonas
Profissionais de saúde carregam lote de doses da vacina CoronaVac em barco próximo à Terra Indígena Rio Urubu, em Itacoatiara, no Amazonas - Sputnik Brasil, 1920, 16.02.2021
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A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) disse nesta terça-feira (16) que "sucessivos equívocos do governo federal" provocaram atraso no ritmo da vacinação no Brasil. 

Na segunda-feira (15), o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, afirmou que a imunização na cidade seria interrompida a partir de quarta-feira (17) por falta de doses. 

No Mato Grosso, a vacinação foi suspensa em Cuiabá e vários outros municípios, que aguardam envio de doses por parte do Ministério da Saúde. Em Salvador (BA) e Ananindeua (PA) também houve interrupção da campanha.

Por meio de nota,  FNP afirmou que o governo falha na "coordenação do enfrentamento à COVID-19" no Brasil, o que levou a "escassez e falta de doses de vacinas em cidades de todo o país". 

Segundo a entidade, o ritmo lento da vacinação e a falta de imunizantes estão "diretamente" relacionados aos erros do governo do presidente Jair Bolsonaro. 

"Que o Brasil não soube lidar com a pandemia, não restam dúvidas, mas, prefeitas e prefeitos, que sempre solicitaram e incentivaram a organização nacional, agora exigem respostas", afirmou a Frente Nacional de Prefeitos. 

'Pauta de costumes'

A entidade cobrou de forma "urgente" a elaboração de "cronograma com prazos e metas estipulados para a vacinação de cada grupo", que, de acordo com a FNP, devem ser feitos seguindo critérios como idade, doenças crônicas e categorias de profissionais. 

Além disso, a entidade criticou a falta de diálogo com o Ministério da Saúde e questionou o foco do governo na chamada "pauta de costumes" e na questão da flexibilização das armas

"A FNP reitera que não é momento para discutir e avançar com a pauta de costumes ou regramento sobre aquisição de armas e munições. Isso é um desrespeito com a história dos mais de 239 mil mortos e uma grave desconsideração com a população. Prefeitas e prefeitos reafirmam que a prioridade do país precisa ser, de forma inequívoca, a vacinação em massa", disse a entidade.
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