Empresário alega que animais 'são abundantes' na África devido à pandemia e estimula a caça

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Elefante na reserva nacional Masai Mara, no Quênia (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 15.02.2021
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A proposta do empresário britânico foi criticada pelos riscos à saúde representados por viagens à África do Sul e ao Zimbábue e também por ativistas de defesa dos animais. Vale destacar que as duas nações africanas estão enfrentando preocupante variante sul-africana do SARS-CoV-2.

O britânico Carl Knight, dono dos safáris Take Aim, enviou um e-mail a três mil clientes convidando-os a caçar na África do Sul e Zimbábue. O empresário foi criticado tanto pelo estímulo à matança de animais selvagens quanto pelo fato de expor seus clientes a riscos de contaminação pela nova cepa da COVID-19, identificada na África do Sul e que cientistas afirmam ser mais contagiosa.

De acordo com reportagem publicada no tabloide Mirror, o e-mail de Knight diz que vida selvagem local teria aumentado com a pandemia do coronavírus. "São encontrados em abundância grandes elefantes e búfalos troféus, hipopótamos e crocodilos. As áreas são bem repousadas, a movimentação dos animais é fantástica."

O convite não pegou bem no meio dos defensores da vida animal. Damian Aspinall, da Fundação Aspinall de caridade animal, classificou a prática da caça como repulsiva e disse que "deveríamos fazer tudo o que pudermos para ajudar esses animais ameaçados de extinção a prosperar na selva. É nosso dever moral".

Criador da campanha Para Banir a Caça aos Troféus, Eduardo Gonçalves argumenta que "o governo dos Estados Unidos diz que os leões podem desaparecer de seu habitat natural até 2050. Mesmo assim, Carl Knight segue vendendo caça lucrativa desses e de outros animais ameaçados de extinção para ganhar dinheiro e colocar um sorriso doentio no rosto daqueles que gostam de matar animais apenas por diversão", criticou.

A proposta de reativar a caça nos safáris também foi criticada pelos riscos à saúde representados por viagens à África do Sul e ao Zimbábue. Ambos os países são o foco da propagação de uma variante contagiosa do SARS-CoV-2. Além disso, viagens a turismo estão proibidas no Reino Unido.

Os pedidos são de que a atividade proposta pelo empresário Carl Knight seja proibida e alguns representantes do governo parecem estar de acordo. "Este é o cúmulo da irresponsabilidade durante uma pandemia e quando você está experimentando o surgimento de uma variante da África do Sul. É muito errado em muitos níveis", disse o ministro do Trabalho britânico, Rupa Huq.
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