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Recessão: prévia do PIB brasileiro indica queda de 4,05% da economia em 2020

© Folhapress / Daniel MarencoLinha de montagem de indústria automotiva no Rio de Janeiro.
Linha de montagem de indústria automotiva no Rio de Janeiro. - Sputnik Brasil, 1920, 12.02.2021
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O índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do PIB brasileiro, indica uma queda de 4,05% da economia em 2020, anunciou o Banco Central nesta sexta-feira (12). 

O PIB oficial, soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no entanto, será divulgado em março. Nos três anos anteriores o PIB teve alta, ainda que pequena, o que demonstra dificuldade para a economia decolar. 

Em 2020, o principal motivo para a recessão foi a crise gerada pela pandemia da COVID-19. Nos três últimos meses do ano, porém, houve ligeira recuperação da atividade econômica, o que diminuiu o tamanho da queda.

Uma baixa de 4,05% no PIB representaria o maior tombo desde o início de medição pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 1996. Anteriormente, o PIB era calculado pela  Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em 2019, o crescimento da economia brasileira foi de 1,4%; em 2018, o índice teve alta de 1,8%; e, em 2017, o PIB aumentou 1,3%. 

Nos dois anos anteriores, houve queda: em 2016, de 3,3%, e, em 2015, de 3,5%. 

Auxílio evitou queda maior

A estimativa do mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central, é de queda de 4,3% da economia em 2020. O Ministério da Economia trabalha com projeção de recessão de 4,5%. Já o Banco Central, prevê tombo de 4,4%. 

Segundo especialistas, uma das razões que fizeram a queda do PIB não ser ainda maior no ano passado foi o pagamento do auxílio emergencial para desempregados e trabalhadores informais. 

Por isso, diante da persistência da pandemia do coronavírus, e com a economia em dificuldades, diversos setores da sociedade e políticos pressionam pela prorrogação do benefício.

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