OMS: painel de especialistas recomenda uso amplo da vacina AstraZeneca contra COVID-19

© Foto / Agência Brasil / Tomaz Silva Servidor público manipula dose de vacina da Oxford/AstraZeneca contra COVID-19, em Brasília, 23 de janeiro de 2021
Servidor público manipula dose de vacina da Oxford/AstraZeneca contra COVID-19, em Brasília, 23 de janeiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 10.02.2021
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Os benefícios da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a COVID-19 superam qualquer risco e seu uso deveria ser recomendado, inclusive em maiores de 65 anos, informou um painel de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Grupo de Assessoria Estratégica de Especialistas em Imunização (SAGE, na sigla em inglês) da OMS deu nesta quarta-feira (10) recomendações provisórias nas quais indicou que a vacina deveria ser administrada em duas doses, com um intervalo de oito a 12 semanas entre a primeira e a segunda inoculação.

O SAGE também afirmou que, apesar de terem se tornado públicas as dúvidas sobre a eficácia da vacina frente à variante sul-africana do coronavírus, não há motivo para não recomendar o seu uso.

"Se há uma redução no potencial geral desta vacina especialmente em relação a casos graves, não há razão para não recomendar o seu uso, inclusive nos países onde existe esta variante do vírus", disse o diretor do SAGE, Alejandro Cravioto.

OMS SAGE apresenta suas recomendações provisórias sobre o uso da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19.

A África do Sul suspendeu esta semana o início da vacinação com o imunizante da AstraZeneca depois que os dados de um estudo mostraram que ela não oferece proteção contra os casos leves e moderados da doença causada pela variante 501Y.V2 do coronavírus, que se tornou dominante no país africano.

Cravioto acrescentou que os especialistas examinaram a eficácia do imunizante contra a cepa sul-africana e contra a variante detectada no Reino Unido, e chegaram à conclusão de que ele tem alta eficácia contra a variante "britânica", mas teve sua efetividade reduzida em relação à cepa "sul-africana".

"A análise preliminar mostrou que existe uma redução na efetividade do fármaco em casos leves ou de gravidade mediana, assim como uma redução na produção de anticorpos", afirmou o especialista da OMS.

Além disso, Cravioto ressaltou que a pequena quantidade de testes não permite fazer conclusões sobre a eficácia da vacina em casos graves de infecção com a cepa da África do Sul, mas que "existem evidências indiretas" de que o fármaco continua sendo eficaz contra o vírus.

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