China retruca acusação de estar 'ameaçando' Canadá: deve 'abandonar mentalidade da Guerra Fria'

© AFP 2022 / Fred DufourThis picture taken on December 5, 2017, shows Canadian and Chinese flags taken prior to a meeting with Canada's Prime Minister Justin Trudeau and China's President Xi Jinping at the Diaoyutai State Guesthouse in Beijing
This picture taken on December 5, 2017, shows Canadian and Chinese flags taken prior to a meeting with Canada's Prime Minister Justin Trudeau and China's President Xi Jinping at the Diaoyutai State Guesthouse in Beijing - Sputnik Brasil, 1920, 10.02.2021
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Wang Wenbin, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, rejeitou acusações de Ottawa de que o país asiático está conduzindo uma campanha adversária contra o Canadá.

O Ministério das Relações Exteriores da China criticou na quarta-feira (10) a postura de David Vigneault, diretor do Serviço Canadense de Inteligência de Segurança (CSIS, na sigla em inglês), que acusou Pequim de fazer um ataque "em todas as frentes" contra o Canadá.

"Rejeitamos essas afirmações, que não têm base fatual", disse Wang Wenbin, porta-voz da chancelaria chinesa, em coletiva de imprensa.

"Exortamos alguns políticos canadenses a abandonar a mentalidade da Guerra Fria e o preconceito ideológico, a parar com ataques difamatórios não provocados à China, a parar de espalhar comentários alarmistas, a fazer mais coisas que sejam propícias às relações sino-canadenses, e a fazer mais coisas que sejam propícias ao aumento da confiança mútua entre a China e o Canadá", comentou.

O diplomata chinês afirmou que a China defende o princípio da não interferência, e que nunca vai "prender arbitrariamente um cidadão de um país terceiro a mando de uma potência estrangeira", em provável referência a Meng Wanzhou, detida no Canadá em 1º de dezembro de 2018 por pedido dos EUA.

"O governo da China [...] está buscando uma estratégia de vantagem geopolítica em todas as frentes – econômica, tecnológica, política e militar, e utilizando todos os elementos do poder estatal para realizar atividades que são uma ameaça direta à nossa segurança e soberania nacional", declarou Vigneault na terça-feira (9) em comunicado.

Wenbin disse que Pequim está seguindo um caminho diferente.

"A China está comprometida com um caminho de desenvolvimento pacífico, uma estratégia de abertura com vantagens mútuas e a construção de uma comunidade com um futuro comum para a humanidade", defende.

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