Microsoft bane doações a republicanos que contestam vitória de Biden para 'promover a democracia'

© REUTERS / Carlo AllegriPessoas passam perto de loja da Microsoft em Nova York, EUA, 25 de janeiro de 2021
Pessoas passam perto de loja da Microsoft em Nova York, EUA, 25 de janeiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 06.02.2021
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Microsoft disse que seu comitê de ação política vai barrar todas as doações para legisladores republicanos que recusaram certificar a vitória eleitoral de Joe Biden, anunciando uma mudança de foco para "promoção da democracia".

A gigante tecnológica informou na sexta-feira (5) que alteraria a mudança de política introduzida no mês passado, que congelava todas as contribuições políticas, mas mantendo a proibição para os céticos eleitorais do Partido Republicano, bem como para as organizações afiliadas que ecoam as alegações de fraude eleitoral generalizada, pelo menos até 2022.

"Vamos suspender contribuições para o período do ciclo eleitoral de 2022 para todos os membros do Congresso que votaram objeções contra a certificação dos eleitores", disse Fred Humphries, vice-presidente corporativo da empresa para assuntos do governo dos EUA, à "comunidade PAC" da Microsoft.

A Microsoft juntou-se a um movimento de gigantes corporativos para impedir doações para o mesmo grupo de legisladores republicanos na esteira do motim de 6 de janeiro no Capitólio.

Entre as empresas que fecharam a torneira do dinheiro encontram-se instituições financeiras como Citibank, Goldman Sachs, JPMorgan Chase, State Street Corporation, Commerce Bank e Mastercard. Outras empresas, como a Amazon, Marriott, Nike, Blue Cross Blue Shield Association, AT&T e Google, também se juntaram à onda.

Além da suspensão em curso das doações monetárias, a Microsoft também observou que criaria um novo projeto denominado "Democracy Forward Initiative" (Iniciativa Promover a Democracia), que investirá no "trabalho que abordará as questões e políticas que são importantes para a preservação e promoção da democracia". Embora a gigante tecnológica ainda tenha dado poucos detalhes sobre o que isso pode envolver, confirmou que buscaria "transparência pública, reforma do financiamento de campanhas e direitos de voto".

Como parte de sua nova reforma progressiva, a Microsoft espera alcançar "outras empresas e organizações que desejam fortalecer a democracia", sugerindo que uniria forças com outras corporações para implementar sua visão "democrática" – que, aparentemente, não tem lugar para os 147 legisladores republicanos que questionaram o resultado da eleição de novembro.
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