COVID-19: 'Existem cerca de 4.000 variantes' do vírus, afirma ministro britânico

© REUTERS / John SibleyHomem usando máscara de proteção passa pela fila para vacinação contra a COVID-19, Londres, Reino Unido, 22 de janeiro de 2020
Homem usando máscara de proteção passa pela fila para vacinação contra a COVID-19, Londres, Reino Unido, 22 de janeiro de 2020 - Sputnik Brasil, 1920, 04.02.2021
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Milhares de mutações do vírus SARS-CoV-2 foram documentadas nos últimos meses, incluindo as conhecidas variantes britânica, sul-africana e brasileira, que parecem se espalhar mais rapidamente do que outras.

O mundo enfrenta atualmente cerca de quatro mil variantes do novo coronavírus, levando a uma corrida para melhorar as vacinas, afirmou nesta quinta-feira (4) Nadhim Zahawi, ministro responsável pela distribuição das vacinas no Reino Unido.

"Todos os fabricantes, Pfizer-BioNTech, Moderna, Oxford-AstraZeneca e outros, estão procurando como podem melhorar suas vacinas para garantir que estamos prontos para qualquer variante, existem cerca de quatro mil variantes da COVID-19 em todo o mundo agora", disse Zahawi, citado pela agência Reuters.

Todavia, o ministro britânico destacou que é pouco provável que as vacinas atuais não funcionem contra as novas cepas: "É muito improvável que a vacina atual não seja eficaz nas variantes […] especialmente quando se trata de doença grave e hospitalização".

© REUTERS / Yves HermanMembro de equipe de saúde recebe dose de vacina contra o SARS-CoV-2 da Pfizer/BioNTech no Hospital Delta do CHIREC em Bruxelas, Bélgica, 3 de fevereiro de 2021
COVID-19: 'Existem cerca de 4.000 variantes' do vírus, afirma ministro britânico - Sputnik Brasil, 1920, 04.02.2021
Membro de equipe de saúde recebe dose de vacina contra o SARS-CoV-2 da Pfizer/BioNTech no Hospital Delta do CHIREC em Bruxelas, Bélgica, 3 de fevereiro de 2021

Embora milhares de variantes tenham surgido à medida que o vírus sofre mutação na replicação, de acordo com o British Medical Journal, apenas uma pequena minoria provavelmente será importante e alterará o vírus de maneira apreciável, afirma a mídia.

"Temos a maior indústria de sequenciamento de genoma, temos cerca de 50% da indústria mundial de sequenciamento de genoma, e estamos mantendo uma biblioteca de todas as variantes para que estejamos prontos para responder [...] a qualquer desafio que o vírus possa apresentar, e produzir a próxima vacina", garantiu Zahawi.

Esta semana, cientistas descobriram que entre as mutações da cepa britânica do SARS-CoV-2 existe uma que pode reduzir a eficácia das vacinas. O relatório refere que 11 amostras da estirpe B1.1.7, descrita previamente como até 70% mais contagiante que a variante inicial do novo coronavírus, revelaram ter a mutação E484K. Ela também foi encontrada nas cepas da África do Sul e do Brasil.

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