Conselho de Segurança da ONU expressa 'profunda preocupação' após golpe em Mianmar

© REUTERS / Athit Perawongmetha Manifestantes realizam ato contra golpe de Estado em Mianmar, na frente da Embaixada do país em Bangkok, Tailândia, 1º de fevereiro de 2021
Manifestantes realizam ato contra golpe de Estado em Mianmar, na frente da Embaixada do país em Bangkok, Tailândia, 1º de fevereiro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 04.02.2021
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O Conselho de Segurança da ONU expressou nesta quinta-feira (4) "profunda preocupação" com o golpe militar em Mianmar nesta semana, e pediu a "libertação de todos os detidos", segundo fontes diplomáticas.

Mas a declaração, redigida pelo Reino Unido, não condena mais o golpe, conforme previsto em um primeiro esboço durante uma reunião de emergência na terça-feira (2). China e Rússia se opuseram a essa formulação, de acordo com diplomatas.

China e Rússia — que têm poder de veto e são os principais apoiadores de Mianmar na ONU — pediram mais tempo para refinar a resposta do conselho, de acordo com informações publicadas pela AFP.

© REUTERS / Stringer Soldado do Exército de Mianmar na frente da sede da prefeitura de Yangon, Mianmar, 1º de fevereiro de 2021
Conselho de Segurança da ONU expressa 'profunda preocupação' após golpe em Mianmar - Sputnik Brasil, 1920, 04.02.2021
Soldado do Exército de Mianmar na frente da sede da prefeitura de Yangon, Mianmar, 1º de fevereiro de 2021

A última declaração também apoia o retorno ao diálogo e ao processo democrático em Mianmar, onde o exército deteve líderes civis, incluindo ex-chefe de Governo de fato, Aung San Suu Kyi.

"É melhor um texto com menos do que nenhum texto", disse um diplomata, lembrando que as negociações com a China têm sido difíceis desde terça-feira (2).

A liderança comunista da China adotou uma abordagem suave ao golpe. Pequim pediu que todos os partidos em Mianmar "resolvam suas diferenças", e a agência de notícias oficial Xinhua na segunda-feira (1º) descreveu o golpe como uma "grande remodelação do gabinete".

Mianmar é uma peça vital da enorme iniciativa de infraestrutura da China, a Nova Rota da Seda.

Os militares de Mianmar justificaram sua tomada do poder alegando fraude generalizada nas eleições realizadas há três meses, em que o partido NLD, de Suu Kyi, venceu de forma esmagadora. Eles então impuseram estado de emergência por um ano no país e afirmaram que então seriam realizadas novas eleições.

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