Movimento Black Lives Matter é indicado ao Nobel da Paz

© AP Photo / Rick RycroftCasal segura faixa com slogan em uma manifestação de apoio aos movimentos Black Lives Matter e Black Deaths
Casal segura faixa com slogan em uma manifestação de apoio aos movimentos Black Lives Matter e Black Deaths - Sputnik Brasil
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O movimento "Black Lives Matter", que ganhou projeção no ano passado com protestos antirracistas nos Estados Unidos após o assassinato de George Floyd, foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por um parlamentar norueguês.

Apesar da violência e depredação do patrimônio público observada durante os protestos do Black Lives Matter no ano passado, situação que dividiu opiniões nos EUA, o movimento segue com prestígio internacional.

Para Petter Eide, deputado considerado progressista na Noruega, o Black Lives Matter "se tornou um dos [movimentos] mais poderosos do mundo na luta contra a injustiça racial".

"Começou há alguns anos nos Estados Unidos, depois espalhou-se por muitos outros países, sensibilizando para a importância do combate às injustiças raciais", continuou.

© AP Photo / Amy HarrisPatrisse Cullors, uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos, em foto para o Summit LA18, em Los Angeles.
Patrisse Cullors é uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos - Sputnik Brasil
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Patrisse Cullors, uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos, em foto para o Summit LA18, em Los Angeles.
© Sputnik / Zak Vilkinson / Abrir o banco de imagensAutoridades federais entram em confronto com manifestantes do movimento Vidas Negras Importam em Portland, nos EUA.
Autoridades federais entram em confronto com manifestantes do movimento Vidas Negras Importam em Portland, nos EUA - Sputnik Brasil
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Autoridades federais entram em confronto com manifestantes do movimento Vidas Negras Importam em Portland, nos EUA.
© AP Photo / Gerry BroomePainel do movimento Black Lives Matter instalado ao lado de bandeira confederada em Pittsboro, na Carolina do Norte (EUA)
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Painel do movimento Black Lives Matter instalado ao lado de bandeira confederada em Pittsboro, na Carolina do Norte (EUA)
© REUTERS / Lawrence BryantAtivista do movimento "Black Lives Matter".
Ativista do movimento Black Lives Matter. - Sputnik Brasil
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Ativista do movimento "Black Lives Matter".
© REUTERS / Joshua RobertsManifestantes do movimento Black Lives Matter em Washington, EUA, 8 de julho de 2016
Manifestantes do movimento Black Lives Matter em Washington - Sputnik Brasil
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Manifestantes do movimento Black Lives Matter em Washington, EUA, 8 de julho de 2016
© Sputnik / Stringer / Abrir o banco de imagensManifestantes em uma das ruas perto do Capitólio em Washington, EUA.
Manifestantes em uma das ruas perto do Capitólio em Washington, EUA - Sputnik Brasil
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Manifestantes em uma das ruas perto do Capitólio em Washington, EUA.
© REUTERS / Lindsey WassonHomem sai de veículo com arma durante protesto contra desigualdade racial após a morte sob custódia policial em Minneapolis de George Floyd, em Seattle, Washington, EUA, 7 de junho de 2020.
Homem sai de veículo com arma durante protesto contra desigualdade racial após a morte sob custódia policial em Minneapolis de George Floyd, em Seattle, Washington, EUA, 7 de junho de 2020 - Sputnik Brasil
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Homem sai de veículo com arma durante protesto contra desigualdade racial após a morte sob custódia policial em Minneapolis de George Floyd, em Seattle, Washington, EUA, 7 de junho de 2020.
© Sputnik / Artur Gabdrahmanov / Abrir o banco de imagensPopulares protestam em Louisville, EUA, contra o racismo e a morte do cidadão negro George Floyd em 25 de maio, durante abordagem policial em Minneapolis. Desde a morte de Floyd, milhares de cidadãos americanos iniciaram protestos por todos os EUA contra o racismo.
Populares protestam em Louisville, EUA, contra o racismo e a morte do cidadão negro George Floyd em 25 de maio, durante abordagem policial em Minneapolis - Sputnik Brasil
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Populares protestam em Louisville, EUA, contra o racismo e a morte do cidadão negro George Floyd em 25 de maio, durante abordagem policial em Minneapolis. Desde a morte de Floyd, milhares de cidadãos americanos iniciaram protestos por todos os EUA contra o racismo.
© AP Photo / Thibault CamusManifestantes se reúnem em Paris para protestar contra o racismo após a morte de George Floyd, homem negro morto pela polícia nos EUA.
Manifestantes se reúnem em Paris para protestar contra o racismo após a morte de George Floyd, homem negro morto pela polícia nos EUA. - Sputnik Brasil
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Manifestantes se reúnem em Paris para protestar contra o racismo após a morte de George Floyd, homem negro morto pela polícia nos EUA.
© AP Photo / Frank AugsteinEm Londres, manifestantes protestam contra a violência policial e o racismo, em 6 de junho de 2020, como forma de solidariedade aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos.
Em Londres, manifestantes protestam contra a violência policial e o racismo, em 6 de junho de 2020, como forma de solidariedade aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos. - Sputnik Brasil
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Em Londres, manifestantes protestam contra a violência policial e o racismo, em 6 de junho de 2020, como forma de solidariedade aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos.
© Sputnik / Caroline RibeiroEm Lisboa, manifestantes protestam pacificamente contra a morte de George Floyd.
Em Lisboa, manifestantes protestam pacificamente contra a morte de George Floyd - Sputnik Brasil
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Em Lisboa, manifestantes protestam pacificamente contra a morte de George Floyd.
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Patrisse Cullors, uma das co-fundadoras do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos, em foto para o Summit LA18, em Los Angeles.
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Autoridades federais entram em confronto com manifestantes do movimento Vidas Negras Importam em Portland, nos EUA.
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Painel do movimento Black Lives Matter instalado ao lado de bandeira confederada em Pittsboro, na Carolina do Norte (EUA)
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Ativista do movimento "Black Lives Matter".
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Manifestantes do movimento Black Lives Matter em Washington, EUA, 8 de julho de 2016
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Manifestantes em uma das ruas perto do Capitólio em Washington, EUA.
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Homem sai de veículo com arma durante protesto contra desigualdade racial após a morte sob custódia policial em Minneapolis de George Floyd, em Seattle, Washington, EUA, 7 de junho de 2020.
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Populares protestam em Louisville, EUA, contra o racismo e a morte do cidadão negro George Floyd em 25 de maio, durante abordagem policial em Minneapolis. Desde a morte de Floyd, milhares de cidadãos americanos iniciaram protestos por todos os EUA contra o racismo.
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Manifestantes se reúnem em Paris para protestar contra o racismo após a morte de George Floyd, homem negro morto pela polícia nos EUA.
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Em Londres, manifestantes protestam contra a violência policial e o racismo, em 6 de junho de 2020, como forma de solidariedade aos protestos contra a morte de George Floyd nos Estados Unidos.
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Em Lisboa, manifestantes protestam pacificamente contra a morte de George Floyd.
Após a morte de George Floyd, assassinado por um policial branco em maio de 2020 nos Estados Unidos durante uma batida policial, o Black Lives Matter, um coletivo de pessoas negras nos EUA sem uma liderança definida, convocou muitas instituições ao redor do mundo a exigir mudanças e melhor representação.

Segundo Petter Eide, o grupo "abriu o debate e [atraiu] a atenção de muitos países". A história do coletivo começa em 2013, após a absolvição de George Zimmerman no assassinato a tiros do adolescente negro Trayvon Martin. O movimento voltou a ganhar notoriedade por suas manifestações de rua após a morte, em 2014, de dois jovens negros nos EUA: Michael Brown, resultando em protestos e distúrbios em Ferguson; e Eric Garner, na cidade de Nova York.

As candidaturas para o Nobel da Paz, escreve a Rádio França Internacional, podem ser apresentadas por parlamentares e ministros de todos os países. As inscrições, que devem ser enviadas até o prazo final de 31 de janeiro, geralmente são mantidas em segredo, a menos que seus promotores decidam divulgar sua escolha.

Indicações até agora

Entre os indicados até agora, há outros nomes que também causam polêmica. Julian Assange, o polêmico fundador do Wikileaks, é um deles. A rede internacional de verificadores de fatos, a International Fact-Checking Network (IFCN, na sigla em inglês), é mais um desta lista, que conta, inclusive, com ex-presidente dos EUA, Donald Trump.

O Nobel da Paz será outorgado no início de outubro.

© AP Photo / Fernando VergaraMedalha do prêmio Nobel da Paz concedida ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), em 9 de outubro de 2020
Movimento Black Lives Matter é indicado ao Nobel da Paz - Sputnik Brasil
Medalha do prêmio Nobel da Paz concedida ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), em 9 de outubro de 2020

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