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Governadores pedem que Bolsonaro converse com China para garantir insumos para vacina

© REUTERS / Adriano MachadoManifestantes podem início da vacinação contra coronavírus no Brasil em frente ao Palácio do Planalto
Manifestantes podem início da vacinação contra coronavírus no Brasil em frente ao Palácio do Planalto - Sputnik Brasil
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Preocupados com falta de vacina, governadores pediram nesta quarta-feira (20) ao presidente Jair Bolsonaro que negocie com a China a importação de insumos para produção de mais doses no Brasil. 

Nesta terça-feira (19), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) adiou a entrega da vacina de Oxford de fevereiro para março. Para iniciar a fabricação do imunizante, é preciso trazer da China o composto farmacêutico ativo (IFA). Inicialmente, o material chegaria em dezembro, mas até o momento a matéria-prima não saiu da China. 

Entraves burocráticos estão atrasando a exportação do ingrediente do país asiático para o Brasil. Além disso, a postura do governo brasileiro em relação à China não ajudaria na liberação do composto. 

Em razão disso, 16 governadores pediram ao presidente um "gesto de diálogo com o governo chinês". Além disso, solicitam "apoio para a União Química" conseguir produzir a vacina russa Sputnik V no Brasil. 

"Com os nossos cumprimentos, e no momento em que comemoramos o início do processo de vacinação em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e, tendo em vista que o contrato firmado entre o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, para a produção da vacina Coronavac e Fiocruz - Universidade de Oxford/AstraZeneca e, considerando que os fornecedores do princípio ativo destes imunizantes têm base na China, vimos defender que seja avaliada a possibilidade de Vossa Excelência e a diplomacia brasileira fazerem um gesto de diálogo com o governo chinês, no sentido de assegurar o cronograma do fornecimento do IFA, necessário para a produção das vacinas pelo Instituto Butantan e Fiocruz e ainda, solicitamos apoio para a União Química produzir, no Brasil, a vacina Sputnik V", diz o texto da carta, segundo publicado pelo jornal O Globo. 

Pedido emergencial para Sputnik V

No dia 15 de janeiro a farmacêutica brasileira União Química enviou à Anvisa pedido para uso emergencial da vacina russa Sputnik V. A agência solicitou informações adicionais ao laboratório. 

Nesta quarta-feira (20), Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Anvisa preste informações sobre a análise do pedido de uso emergencial da Sputnik V. 

​A decisão de Lewandowski foi uma resposta a um pedido do governo da Bahia, que requereu ao STF autorização para conseguir autorização para usar a vacina russa. 

Na carta a Bolsonaro, os governadores afirmam que o pedido "tem como base a imperiosa necessidade de garantir a continuidade e segurança para implementação do Plano de Vacinação no Brasil". 

"É pelo Brasil, é para salvar vidas!", termina o documento. 

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