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Brasil: plano de vacinação deve começar em março com idosos, profissionais de saúde e indígenas

© Folhapress / Bruno Rocha /FotoarenaVoluntário recebe a vacina CoronaVac no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo (imagem referencial)
Voluntário recebe a vacina CoronaVac no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo (imagem referencial) - Sputnik Brasil
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O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (1º) que o plano de vacinação terá quatro fases e começará em março, imunizando 109,5 milhões de pessoas em duas doses. 

De acordo com a pasta, na primeira fase serão imunizados quatro grupos: pessoas acima de 75 anos, profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência (como asilos e instituições psiquiátricas) e população indígena. 

Na segunda etapa serão imunizados as pessoas de 60 a 74 anos. Em seguida, as vacinas serão aplicadas em pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares)

Na fase quatro, serão vacinados professores, membros de forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e a população privada de liberdade.

Plano ainda é 'preliminar'

"É importante destacar que o plano que está sendo discutido ainda é preliminar e sua validação final vai depender da disponibilidade, licenciamento dos imunizantes e situação epidemiológica de cada região", disse o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, segundo o portal G1.

O Ministério da Saúde ressaltou que o governo tem garantidas 142,9 milhões de doses de vacinas por meio dos acordos Fiocruz/AstraZeneca (100,4 milhões) e Covax Facility (42,5 milhões).

O governo de São Paulo, por sua vez, firmou acordo para a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac, e para a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan. O imunizante chinês não foi citado pelo ministério. 

A pasta informou ainda que, "no mês passado, sediou encontros com representantes dos laboratórios Pfizer e BioNTech, Moderna, Bharat Biotech [Covaxin] e Instituto Gamaleya [Sputnik V], que também possuem vacinas em estágio avançado de pesquisa clínica, para aproximação técnica e logística".

Vacinas termoestáveis

Mais cedo, o secretário de Vigilância em Saúde disse que o plano terá como meta a adoção de imunizantes que não precisem de baixíssimas temperaturas de armazenamento, o que inviabilizaria o uso das vacinas da Pfizer e da Moderna.

O governo não espera conseguir imunizar toda a população no ano de 2021. O início do plano ainda depende da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovar alguma vacina.

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