União Europeia propõe aos EUA nova aliança em meio a desafios apresentados pela China, diz FT

© AFP 2022 / Thierry CharlierBandeiras dos EUA e da União Europeia (UE)
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A União Europeia (UE) busca estabelecer uma nova aliança com os EUA eliminando as tensões provocadas pela administração Trump e enfrentar desafios apresentados pela China, revela o jornal Financial Times citando projeto preliminar.

O plano tem como objetivo restaurar laços com as frentes comuns sobre várias questões desde regulamentação digital ao combate à pandemia de COVID-19.

Durante a presidência de Donald Trump, as relações entre Washington e Bruxelas têm sido bastante tensas. UE e a maioria dos países do bloco já felicitaram o presidente eleito Joe Biden.

Uma das frustrações mais agudas de Bruxelas com os EUA durante a presidência de Trump tem sido a relutância da administração norte-americana em dar à China uma resposta coordenada conjunta, em vez disso Washington decidiu adotar medidas comerciais unilaterais não só contra Pequim, mas também contra a UE.

"Sendo sociedades democráticas e economias de mercado, a UE e os EUA concordam com o desafio estratégico apresentado pela crescente assertividade internacional da China, mesmo que nem sempre estejamos de acordo quanto à melhor forma de abordar esta questão", segundo escreve o jornal Financial Times, mencionando um esboço do projeto.

O plano, que será submetido para a aprovação pelos líderes nacionais da UE em uma reunião marcada para os dias 10 e 11 de dezembro, propõe o lançamento de uma nova pauta transatlântica em uma cúpula que deverá ser realizada nos primeiros seis meses de 2021.

Em meados de outubro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) deu formalmente luz verde aos EUA para impor tarifas sobre as importações da UE por um valor anual de US$ 7,5 bilhões (R$ 40 bilhões na cotação atual) como medida punitiva pela ajuda pública recebida pelo consórcio aeroespacial europeu Airbus.

As sanções dos EUA envolvem tarifas de 25% sobre vários produtos industriais e agrícolas, como uísque escocês, vinho francês, queijo italiano, azeitonas, camisolas, lã ou caxemira. Além disso, se aplicarão tarifas de 10% aos grandes aviões civis.

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