Rover da NASA enviado a Marte terá missão de transformar dióxido de carbono em oxigênio

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Lançado em julho, rover Perseverance, da NASA, chegará ao Planeta Vermelho em fevereiro de 2021 e terá a missão de tentar transformar dióxido de carbono atmosférico em oxigênio.

As futuras missões tripuladas para Marte poderiam usar grandes quantidades de oxigênio convertido a fim de criar combustível para lançar foguetes de retorno a partir da superfície marciana.

Enviar materiais ao espaço é uma tarefa extremamente difícil e dispendiosa, com um custo de aproximadamente US$ 10.000 (R$ 53,4 mil na cotação atual) por cada libra de peso (0,453 quilos) lançada em órbita.

Para poupar em custos e tornar mais realista o ambicioso objetivo de explorar Marte, NASA e seus parceiros estão estudando formas para que os futuros astronautas possam utilizar os recursos naturais do Planeta Vermelho para conseguir sobreviver e, eventualmente, regressar à Terra.

Além de precisar de oxigênio para os futuros astronautas puderem respirar, este gás é um ingrediente essencial para sintetizar o combustível de foguete necessário para alimentar um foguete na viagem de retorno ao nosso planeta.

Após aterrissar na superfície de Marte, o rover Perseverance vai testar a viabilidade de produção de oxigênio graças ao seu instrumento Experimento de Utilização de Recursos In-Situ de Oxigênio em Marte (MOXIE, na sigla em inglês).

Em comparação com a terrestre, a atmosfera de Marte é muito mais fina e composta por 95% de dióxido de carbono.

O instrumento MOXIE é construído para sugar as abundantes quantidades de CO2 da atmosfera, utilizando uma bomba de ar e separar eletroquimicamente o gás de efeito estufa em seus componentes com cada molécula produzindo dois átomos de oxigênio e um de carbono. Depois, os resultados serão analisados para medir a pureza e a quantidade de oxigênio produzido, revela portal News Atlas.

"O [instrumento] MOXIE é criado para produzir cerca de seis a dez gramas de oxigênio por hora, o suficiente para um pequeno cachorro poder respirar", afirmou Asad Aboobaker, engenheiro de sistemas MOXIE, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

"Um sistema em grande escala construído para criar [combustível para uma viagem de retorno à Terra] teria que aumentar a produção de oxigênio em cerca de 200 vezes comparando com o que MOXIE poderá produzir", explicou o engenheiro.

Atualmente os cientistas estão trabalhando para desenvolver um extrator de oxigênio MOXIE de grande escala e será muito maior do que o atual, e poderá pesar cerca de uma tonelada.

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