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Plano de vacinação para a COVID-19 no Brasil? Para especialista, ainda é cedo demais

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Sylvio Provenzano, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), opina que é preciso haver a confirmação de alguma vacina antes que o planejamento seja traçado.

Esta segunda-feira (30) era o prazo visado pelo Fórum de Governadores do Brasil para que o governo federal divulgasse um plano de vacinação contra a COVID-19. Diante da falta do plano, o STF decidirá em julgamento nesta sexta-feira (4) se apresenta um pedido formal ao governo federal para que haja a elaboração de um planejamento de vacinação.

Em entrevista à Sputnik Brasil, Sylvio Provenzano, ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e diretor do Serviço de Clínica Médica do Hospital dos Servidores do Estado do Rio, afirma que, até agora, "nada foi informado" à Cremerj a respeito do plano de vacinação.

No entanto, o especialista avalia que ainda é cedo para que se pense neste planejamento.

"Eu acredito que o planejamento deve ser feito no momento em que houver a confirmação da vacina. Como é que vou fazer o planejamento de algo que talvez seja liberado? Precisamos saber qual ou quais [vacinas] serão liberadas para que, em cima disso, uma vez tendo sido adquirida pelo governo e Ministério da Saúde, se pense sobre o plano", diz o especialista.

No dia 22 de novembro, o Ministério da Saúde do Brasil informou que está em tratativa com cinco laboratórios fabricantes de vacinas contra a COVID-19. 

Entre os laboratórios selecionados está o Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, da Rússia, responsável pelo desenvolvimento da vacina Sputnik V, que conta com o financiamento do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo).

Os outros laboratórios são: Pfizer/BionTech (EUA/Alemanha), Janssen (EUA), Moderna (EUA) e Covaxin (Índia). Além destas, a farmacêutica chinesa Sinovac, responsável pelo desenvolvimento da CoronaVac, possui uma parceria com o Instituto Butantan e o governo do estado de São Paulo.

Assim que a Anvisa liberar a vacina, Provenzano aposta que o Ministério da Saúde dará prioridade aos grupos de risco na hora da vacinação.

"Aqueles que têm mais de 60 anos, obesos, diabéticos, hipertensos, indivíduos que foram transplantados, portadores de HIV... Estas pessoas devem se vacinar primeiramente porque o risco da infecção certamente é maior, e a evolução costuma ser pior", opina Provenzano.

Além dos indivíduos com comorbidade, o especialista defende que profissionais expostos a maior risco de infecção devem estar na lista.

"Além destes grupos de risco, profissionais da segurança pública, professores e profissionais de saúde. Porque pelas atividades que executam eles ficam expostos a um risco maior de serem infectados", diz Provenzano.

Enquanto a vacina não chega, o médico reforça: é necessário continuar tomando todas as precauções para evitar a infecção pelo novo coronavírus.

"Manter distanciamento social, utilização das máscaras, lavar as mãos frequentemente, utilizar álcool em gel e ventilar os ambientes: estas medidas diminuem bastante o risco de contaminação", explica Provenzano.
© Folhapress / Adailton Damasceno/Futura PressVacina contra a COVID-19 que será testada no Brasil
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