Nova pesquisa de virologista chinesa prova que coronavírus não teve origem em laboratório de Wuhan

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A virologista chinesa Shi Zhengli, famosa por suas pesquisas sobre coronavírus em morcegos, compartilhou os resultados de novas análises segundo as quais o vírus não teve origem no laboratório em Wuhan.

A virologista chinesa, conhecida como a "mulher morcego" por sua extensa pesquisa sobre os coronavírus em mamíferos, divulgou os detalhes de uma atualização, publicada nesta semana na revista científica Nature, de um artigo divulgado em fevereiro.

Shi Zhengli, vice-diretora do Instituto de Virologia de Wuhan, realizou novas análises das amostras de sangue coletadas em 2012 de quatro mineiros que adoeceram depois de trabalharem em cavernas com morcegos no sudoeste da China.

Os resultados iniciais demonstraram que nenhum deles estava infetado com o SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, sugerindo que a virologista e a sua equipe não haviam coletado amostras deste vírus antes do surto em Wuhan, relata o South China Morning Post.

Shi Zhengli já tinha insistido que as características dos vírus com os quais ela tem estado a trabalhar não correspondem à composição genética do SARS-CoV-2.

Os mineiros sofreram uma doença respiratória desconhecida depois de limpar excrementos de morcegos em uma mina de cobre na província de Yunnan, em abril de 2012.

"Desconfiávamos que os pacientes tivessem sido infetados por um vírus desconhecido. Portanto, nós e outros grupos [coletamos] amostras de animais, incluindo morcegos, ratos e musaranhos, dentro e em torno da caverna", disse a cientista.

Segundo as análises, uma das amostras continha o coronavírus de morcego RaTG13.

Muitas teorias surgiram após a publicação do artigo de fevereiro no qual ela revelou que a sequência genética do RaTG13 era 96 % idêntica à do SARS-CoV-2.

© AP Photo / Dake KangMercado de frutos do mar de Wuhan, China, fechado
Nova pesquisa de virologista chinesa prova que coronavírus não teve origem em laboratório de Wuhan - Sputnik Brasil
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"Em 2020, comparamos a sequência do SARS-CoV-2 com as nossas sequências do coronavírus de morcego não publicados e descobrimos que [o SARS-CoV-2 ] compartilhava 96,2 % das características do RaTG13".

Os cientistas argumentam que a diferença de 3,8% nas estirpes pode significar que o coronavírus do morcego levou décadas para se transformar em SARS-CoV-2.

A conclusão parece contrariar as teorias de conspiração em torno da equipe da Shi e a origem do SARS-CoV-2.

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