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Fiocruz: população negra é a que mais morre e adoece por COVID-19 no Rio de Janeiro

© Folhapress / Jorge HelyNo Rio de Janeiro, uma mulher carrega flores no cemitério São Francisco Xavier no Dia de Finados, em meio à pandemia da COVID-19, em 2 de novembro de 2020
No Rio de Janeiro, uma mulher carrega flores no cemitério São Francisco Xavier no Dia de Finados, em meio à pandemia da COVID-19, em 2 de novembro de 2020 - Sputnik Brasil
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Pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revela que população negra do Rio de Janeiro foi a mais afetada pela pandemia na cidade.

O 2º Boletim Socioepidemiológico COVID-19 nas Favelas, publicado pela Fiocruz, aponta que a população negra é a que mais morre e adoece em função do novo coronavírus na capital fluminense.

Segundo os dados da pesquisa, 48,19% dos óbitos registrados na cidade são de pessoas negras, conforme publicou o G1 neste domingo (22). A pesquisa também revela que os negros são 44,7% dos pacientes infectados.

A pesquisa, lançada em 12 de novembro, observou dados no período entre 22 de junho e 28 de setembro com números obtidos com a prefeitura carioca.

© AP Photo / Lucas DumphreysNo Rio de Janeiro, um médico checa possíveis sintomas de COVID-19 em uma mulher na quadra da escola de samba Unidos de Padre Miguel, em 24 de maio de 2020
Fiocruz: população negra é a que mais morre e adoece por COVID-19 no Rio de Janeiro - Sputnik Brasil
No Rio de Janeiro, um médico checa possíveis sintomas de COVID-19 em uma mulher na quadra da escola de samba Unidos de Padre Miguel, em 24 de maio de 2020

Ainda segundo os dados da pesquisa, 31,12% das mortes são de pessoas brancas, 20,15% são de pessoas sem preenchimento de dados de raça. Já os amarelos são 0,49% e os indígenas são 0,05%. Em relação aos casos da doença, 37,04% dos infectados são brancos, 14,19% são de pessoas sem dados de raça, 3,99% são de amarelos e 0,17% são indígenas.

No total, a cidade do Rio de Janeiro tem até agora 130.948 casos confirmados e 12.935 óbitos registrados, conforme os dados do painel mantido pela prefeitura. Em todo o país, conforme dados da Universidade Johns Hopkins, são mais de seis milhões de casos e quase 169 mil mortes causadas pela doença.

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