Banco Mundial adverte que defaults 'desordenados' da década de 80 podem se repetir

© AFP 2022 / Tim SloanEdifício do Banco Mundial em Washington, Estados Unidos
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"Precisamos nos precaver contra fazer muito pouco agora", adverte presidente do Banco Mundial sobre aumento da dívida.

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, afirmou neste sábado (22) durante a cúpula virtual do G20 que não proporcionar agora um "alívio mais permanente da dívida" a alguns países poderia conduzir a um aumento da pobreza e uma repetição dos defaults "desordenados" observados na década de 1980, informa a agência Reuters.

Malpass elogiou o progresso realizado pelos países do G20 no aumento da transparência da dívida e seu alívio para os países mais pobres, porém, salientou que é preciso fazer mais. "A redução da dívida e a transparência vão permitir um investimento produtivo, a chave para alcançar uma recuperação mais precoce, mais forte e mais duradoura", disse.

"Precisamos nos precaver contra fazer muito pouco agora e logo sofrer defaults desordenados e reestruturações repetidas como na década de 1980", declarou o presidente do Banco Mundial.

A chamada "década perdida", termo empregue para descrever as crises econômicas sofridas na América Latina durante a década de 1980, deixou severamente endividados vários países da região e outras nações, incapazes de cumprir com o pagamento de suas dívidas, o que atrasou o crescimento econômico e os esforços para reduzir a pobreza.

© REUTERS / Yves HermanLíderes reunidos durante conferência do G20, realizada via videoconferência sob a presidência da Arábia Saudita, 21 de novembro de 2020
Banco Mundial adverte que defaults 'desordenados' da década de 80 podem se repetir - Sputnik Brasil
Líderes reunidos durante conferência do G20, realizada via videoconferência sob a presidência da Arábia Saudita, 21 de novembro de 2020

Malpass advertiu que os problemas da dívida estão se tornando mais frequentes em países africanos como o Chade, Angola, Etiópia e Zâmbia. Enquanto isso, algumas nações, incluindo a China, assim como credores do setor privado, ainda se mostram relutantes quanto à necessidade de cancelar as dívidas.

Malpass salientou que o Banco Mundial está trabalhando em estreita colaboração com o G20 em países e regiões afetadas por debilidade econômica, conflitos e violência, como a Somália, o Líbano e a Cisjordânia.

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