Senadores dos EUA introduzem legislação para impedir venda de drones e caças F-35 para os EAU

© REUTERS / Amir CohenCaça furtivo F-35 da Lockheed Martin
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Grupo de senadores norte-americanos introduz nova legislação para impedir venda de caças F-35 aos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Uma série de resoluções foi anunciada após congressistas afirmarem que não obtiveram respostas satisfatórias do Departamentos de Estado dos EUA sobre os planos de venda de armas sofisticadas.

Os legisladores argumentam que a pressa da administração Trump de finalizar a venda ignora riscos atrelados ao repasse de tecnologia militar ao país árabe e a posição de Israel na região.

© Foto / Escritório do Programa Conjunto do F-35Fotografia de aeronave F-35A durante testes de lançamentos de bombas na Califórnia, EUA
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Fotografia de aeronave F-35A durante testes de lançamentos de bombas na Califórnia, EUA

A legislação proposta visa anular a venda de 50 caças F-35, 18 drones MQ-9B Reaper, assim como milhares de munições e centenas de mísseis. A venda, aprovada pelo Departamento de Estado norte-americano anteriormente, iria constituir a segunda maior venda de drones dos EUA para um único país.

"Conforme tentei alertar a administração Trump, contornar processos deliberativos para considerar uma infusão massiva de armas para um país em uma região com diversos conflitos em andamento é francamente irresponsável", disse o senador democrata Bob Menendez, líder do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, conforme cita o portal Defense News.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou a venda após a assinatura de acordos para a normalização das relações entre Israel e EAU. Porém, os senadores requerem ao Departamento de Estado norte-americano respostas sobre questões relevantes à velocidade da venda e suas ramificações na segurança nacional.

Anteriormente, segundo senador democrata Chris Murphy, o país árabe violou negociações de vendas de armas, resultando no envio de armas norte-americanas a grupos paramilitares na Líbia e Iêmen.

"Eu apoio a normalização das relações entre Israel e EAU, mas nada nesse acordo requer inundar a região com mais armas e facilitar uma corrida armamentista", afirmou Murphy.

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