Investigação conclui o que causou falha no foguete espacial Vega da ESA

© AP PhotoLançamento de foguete da Agência Espacial Europeia da base espacial Kourou, na Guiana Francesa
Lançamento de foguete da Agência Espacial Europeia da base espacial Kourou, na Guiana Francesa - Sputnik Brasil
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Investigações apontam a inversão de cabos na etapa superior do módulo AVUM como o motivo da perda de trajetória do foguete.

Uma equipe de engenheiros determinou que um erro humano causou a perda de trajetória do foguete espacial Vega da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) oito minutos depois de seu lançamento da base espacial Kourou, na Guiana Francesa, na segunda-feira (16).

Roland Lagier, diretor técnico da Arianespace, companhia desenvolvedora do foguete, informou em uma conferência de imprensa, citada pelo portal SpaceFlight Now, que depois de revisar os dados telemétricos e conduzir uma investigação, ficou evidente que as falhas ocorreram devido a um erro humano durante o processo de montagem.

Segundo explicou Lagier, a fiação do controle do vetor de impulso deve ter sido invertida quando se montou a etapa superior do módulo AVUM. "Isto foi, claramente, uma questão de produção e qualidade. Foi um erro humano e não de projeto", salientou o técnico.

O objetivo da missão VV17 do foguete Vega era colocar em órbita o satélite de observação terrestre de alta definição espacial SEOSAT-Ingenio, assim como satélite TARANIS, da Agência Espacial Francesa, em duas órbitas ligeiramente diferentes a aproximadamente 676 quilômetros da Terra.

© Arianespace / Fotos PúblicasLançamento do satélite brasileiro do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa
Investigação conclui o que causou falha no foguete espacial Vega da ESA - Sputnik Brasil
Lançamento do satélite brasileiro do Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa

Contudo, após três falhas apresentadas no módulo AVUM, o foguete, junto com suas cargas úteis, caiu de volta ao planeta, pegando fogo durante sua entrada na atmosfera. Os restos do aparato caíram no Ártico.

Ainda assim, seguindo os protocolos, a ESA e Arianespace criaram uma comissão de investigação independente presidida conjuntamente por Daniel Neuenschwander, diretor de transporte espacial da agência, e Stephanie Israel, diretor-geral da companhia.

A comissão vai proporcionar provas detalhadas para explicar por que não se tomaram medidas para identificar e corrigir o erro de integração.

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