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Fraudes na cobrança de impostos na Receita levam PF e MPF a cumprir 46 mandados de busca e apreensão

© Folhapress / FotoarenaPoliciais federais durante operação (foto de arquivo)
Policiais federais durante operação (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Segunda fase da Operação Armadeira não focou em detenções, mas a primeira etapa em outubro do ano passado levou 11 para a cadeia e contou com colaboração premiada.

Supostas fraudes na cobrança de impostos pela Receita Federal (RF) foram alvos de operação da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) nesta quarta-feira (18), informou o site G1. No total, houve 46 mandados de busca e apreensão, mas nenhum de prisão.

A operação se chama Armadeira 2 e é desdobramento de ação que começou em outubro do ano passado. As investigações descobriram um esquema de extorsão na RF e até dentro da força-tarefa da Lavo Jato no Rio de Janeiro.

Através de colaboração premiada de um auditor-fiscal, que permitiu a apreensão de material na primeira fase da operação, a Receita Federal informou que a força-tarefa identificou esquema que "buscava reduzir a cobrança de tributos devidos ou blindar empresas de fiscalizações".

Para o MPF, havia um esquema de arrecadação de propina dentro da Superintendência da Receita Federal na 7ª Região Fiscal que engloba os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Um auditor investigado deu detalhes da operação e apontou o envolvimento de servidores federais em postos estratégicos da Receita.

Um deles foi Marco Aurelio Canal, então supervisor de Programação da Receita da Lava Jato no Rio, apontado como chefe da quadrilha e preso em outubro de 2019 juntamente com outros dez suspeitos. Ele foi acusado de liderar um grupo que, em vez de cobrar as multas determinadas pela Receita, negociava propinas e, em troca, reduzia ou mesmo cancelava as infrações.

Os investigados podem responder por concussão (vantagem indevida), corrupção e lavagem de dinheiro.

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