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Compra de 12 salas por Flávio Bolsonaro não passou por conta bancária, diz site

© Folhapress / Nayra Halm/Fotoarena O presidente Jair Bolsonaro e o filho Flávio durante cerimônia de inauguração de obra.
 O presidente Jair Bolsonaro e o filho Flávio durante cerimônia de inauguração de obra. - Sputnik Brasil
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Segundo a investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), o senador Flávio Bolsonaro teria gasto R$ 300 mil na compra das 12 salas comerciais sem que o dinheiro passasse por sua conta bancária.

Conforme publicou reportagem do site UOL, o valor empregado nas compras dos imóveis tem origem incerta, segundo o MP-RJ. A informação, revela o UOL, está na denúncia contra Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) enviada pelo MP-RJ ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Os investigadores apontam que as compras das salas, consideradas de alto padrão na região da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, feitas quando Flávio ainda era deputado estadual, não movimentaram as contas bancárias.

© Folhapress / Pedro LadeiraO senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, em 20 de julho de 2020.
Compra de 12 salas por Flávio Bolsonaro não passou por conta bancária, diz site - Sputnik Brasil
O senador Flávio Bolsonaro, em Brasília, em 20 de julho de 2020.

O MP-RJ aponta que houve uso de dinheiro vivo, cheques de terceiros e boletos bancários. O órgão acredita que esse tipo de movimento seria uma forma de ocultar a origem dos recursos, suspeita de ser ilícita. A investigação acredita ainda que a compra de imóveis também seria uma forma de lavagem de dinheiro.

A denúncia do MP-RJ envolve Flávio Bolsonaro, sua esposa Fernanda Bolsonaro, e também o ex-assessor do atual senador, Fabrício Queiroz. Outras 14 pessoas também foram denunciadas por participação em um esquema de corrupção que ficou conhecido como "rachadinha".

© Folhapress / Eduardo AnizelliFabrício Queiroz é conduzido para o helicóptero da Polícia Civil no Campo de Marte, em São Paulo
Compra de 12 salas por Flávio Bolsonaro não passou por conta bancária, diz site - Sputnik Brasil
Fabrício Queiroz é conduzido para o helicóptero da Polícia Civil no Campo de Marte, em São Paulo

O esquema desviava parte dos salários de assessores do gabinete do então deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Para o MP, Flávio comandou o esquema que funcionou entre 2007 e 2018 e que envolvia também a contratação de funcionários fantasmas.

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