Rússia pode deixar OPAQ se esta continuar publicando vereditos tendenciosos

© AP Photo / Peter DejongSede da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), em Haia, na Holanda
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O embaixador russo nas Nações Unidas, Vasily Nebenzya, afirmou que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) está perdendo sua reputação rapidamente, pois se tornou um instrumento de jogos políticos.

"A OPAQ, organização que foi criada com um propósito nobre, para lutar contra as armas de destruição em massa, como as armas químicas, se tornou agora um instrumento em jogos políticos. No final das contas, isso poderia resultar em uma crise profunda. A organização perdeu sua credibilidade; sua secretaria técnica, os procedimentos das investigações, o diretor-geral da organização, todos perderam sua credibilidade", afirmou Nebenzya.

Rússia estaria considerando deixar OPAQ

Além disso, ele ressaltou que a Rússia poderia considerar deixar a Organização para a Proibição de Armas Químicas se esta continuar publicando vereditos tendenciosos, mas não quer agir precipitadamente e não está aconselhando ninguém a fazê-lo.

"Imagine, se deixarmos a OPAQ e eles nos disserem: 'Bem, lá está, tal como pensávamos'. Mas se ela perder completamente a credibilidade e se tornar apenas um lugar para carimbar decisões contra governos indesejados [pelo Ocidente], talvez possamos considerar a possibilidade de sair . Mas não agimos precipitadamente [...] E não recomendamos a ninguém que o faça", ressaltou.

O embaixador acrescentou que considera a OPAQ uma organização importante.

"Não estamos dizendo que a OPAQ não seja necessária ou importante. É o instrumento mais importante para impedir a produção e o uso de armas químicas. Já fizeram muitas coisas, ganhando inclusive o Prêmio Nobel", adicionou.

Rússia precisa de evidências para investigar caso Navalny

Sobre o caso Navalny, Nebenzya afirma que a Rússia está pronta para investigar o suposto envenenamento do opositor Aleksei Navalny, mas precisa ver primeiro as evidências, às quais o país ainda não obteve acesso.

"Eles [os alemães] estão em uma situação difícil. Estamos fazendo perguntas justas, às quais eles não querem responder. Estamos prontos para lançar uma investigação, mas precisamos de evidências, que eles se recusam a fornecer", diz Nebenzya.

No dia 20 de agosto, Aleksei Navalny foi hospitalizado na cidade russa de Omsk após se sentir mal durante um voo para a capital, Moscou.

Dois dias depois, Navalny foi levado de avião para o Hospital Universitário Charité em Berlim, Alemanha, em estado grave. Médicos alemães estabeleceram o diagnóstico preliminar de intoxicação com uma substância do grupo de inibidores da colinesterase.

Em 2 de setembro, o porta-voz do governo alemão, Steffen Seibert, relatou que exames toxicológicos realizados por um laboratório das Forças Armadas da Alemanha mostraram que o oposicionista russo tinha sido envenenado com uma substância do grupo Novichok.

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