Navio funerário viking de mil anos revela estruturas ritualísticas na Noruega (FOTO)

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Em 2018, arqueólogos descobriram um navio viking enterrado no subsolo da cidade de Gjellestad, no sudeste da Noruega.

A descoberta ocorreu após análises com um radar de penetração no solo (GPR, na sigla em inglês). A partir daí, o local se tornou um centro de pesquisas, passando por diversas varreduras e escavações.

Com isso, no local foram encontrados 13 túmulos, desde a sepultura do navio até enterros onde foram reveladas estruturas supostamente ritualísticas, segundo o novo estudo publicado na revista científica Antiquity.

As descobertas ocorreram em um monte da Idade do Ferro de aproximadamente 1.500 anos, no norte de Jell Mound.

Os demais sepultamentos revelaram que o local teria sido um importante cemitério que durou séculos, já que o navio viking havia sido enterrado no local mais de 100 anos depois.

"Acreditamos que a inclusão de um cemitério de navio no que provavelmente era um cemitério já existente, e de longa duração, foi um esforço para se associar a uma estrutura de poder já existente", afirmou Lars Gustavsen, um dos autores do estudo.

Segundo Gustavsen, enterros de navios de 20 metros de comprimento, são extremamente incomuns.

Até o momento, não se sabe o motivo pelo qual os vikings tinham costumes de enterrar seus barcos, mas Gustavsen acredita que era devido ao fato de eles terem uma identidade intimamente ligada ao mar e à navegação.

© Foto / Lars Gustavsen / NIKUMapa de radar de penetração no solo do enterro do navio
Navio funerário viking de mil anos revela estruturas ritualísticas na Noruega (FOTO) - Sputnik Brasil
Mapa de radar de penetração no solo do enterro do navio

Neste contexto, o navio poderia ser visto como uma embarcação que transporta os falecidos do reino dos vivos para o reino dos mortos, ou uma exibição de riqueza, bem como para demonstrar o pertencimento a uma determinada classe social política, ressalta o pesquisador.

Anteriormente, pingentes foram encontrados próximo de Jell Mound, artefatos comuns em enterros de mulheres ricas de alto poder aquisitivo na Idade do Ferro.

As descobertas podem contribuir para pesquisas futuras, dentro do desenvolvimento e o caráter da estrutura social, política, religiosa e econômica daquele período conturbado, concluiu o autor do estudo.

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