Anã marrom é descoberta pela 1ª vez através de radiotelescópio (FOTOS)

© Foto / ESAIlustração artística de erupção de uma estrela anã marrom
Ilustração artística de erupção de uma estrela anã marrom - Sputnik Brasil
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Os astrônomos usaram o radiotelescópio de baixa frequência (LOFAR, na sigla em inglês) para descobrir uma nova anã marrom, um objeto subestelar não tão grande para fundir hidrogênio em seu núcleo.

Este é o primeiro objeto subestelar descoberto através de observações de rádio. O objeto em questão se trata da BDR J1750+3809, uma anã marrom fria de tipo espectral T6.5.

© Foto / Danielle Futselaar / ASTRONRepresentação artística da BDR J1750+3809
Anã marrom é descoberta pela 1ª vez através de radiotelescópio (FOTOS) - Sputnik Brasil
Representação artística da BDR J1750+3809

A BDR J1750+3809 está localizada a 212 anos-luz de distância, na constelação de Hércules, e se tornou a primeira deste tipo a ser diretamente identificada em imagens de rádio.

"As ondas de rádio emitidas pelas anãs marrons transportam informação sobre a força de seu campo magnético [...] Até agora, as observações por rádio puderam medir apenas os campos magnéticos fortes", afirmou o líder do estudo, publicado na revista científica Astrophysical Journal Letters, dr. Harish Vedantham.

Analisando o brilho espectral de rádio do objeto, os pesquisadores acreditam que a BDR J1750+3809 possa ter um companheiro próximo, o que torna esta descoberta algo significativo, já que esta suspeita poderia abrir caminho para que outras pesquisas possam detectar objetos extremamente frios e fracos, que não podem ser identificados através do infravermelho.

© Foto / Vedantham et al., doi: 10.3847/2041-8213/abc256Detecção por radiotelescópio da BDR J1750+3809
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Detecção por radiotelescópio da BDR J1750+3809

Os objetos como a BDR J1750+3809 se destacam em imagens de rádio polarizadas devido ao campo elétrico das ondas de rádio, que emitem com um padrão característico circular quando propagada, um fenômeno chamado polarização circular.

Com este método, seria possível identificar também os gigantes exoplanetas gasosos errantes, ou seja, aqueles que não orbitam em torno de uma estrela.

"Nosso grande objetivo é entender o magnetismo nos exoplanetas, bem como seus impactos e capacidade de hospedar vida", afirmou o dr. Vedantham.

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