Índia busca equilibrar poder de fogo ao longo da fronteira com China e oceano Índico

© AFP 2022 / DIBYANGSHU SARKARCaça MiG-21 da Força Aérea da Índia na base aérea de Kalaikunda (foto de arquivo)
Caça MiG-21 da Força Aérea da Índia na base aérea de Kalaikunda (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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A Índia pretende elevar o poder de fogo de suas forças militares nas fronteiras do norte com a China e na região crítica do oceano Índico.

Durante uma recente conferência de comandantes do Exército, o país debateu a "reorientação das forças" ao longo das fronteiras norte e oeste, com desafios operacionais ao longo da Linha de Controle Real (LAC, na sigla em inglês) de 3.488 quilômetros.

Com isso, os indianos pretendem "enfrentar a ameaça" chinesa, contando com uma Força Aérea e uma Marinha mais fortes e capacitadas.

"O reequilíbrio das fronteiras terrestres com o Paquistão para a LAC e o domínio marítimo está ocorrendo gradualmente há alguns anos. Mas Ladakh acelerou todos os planos", afirmou um alto oficial.

Além disso, o oficial afirmou que a Índia pretende realizar a "implantação permanente" de brigadas de infantaria adicionais e regimentos blindados no leste de Ladakh e o aumento dos níveis de força e infraestrutura nos territórios insulares do leste e oeste, segundo o jornal The Economic Times.

© AP Photo / Aijaz RahiCaças Su-30 MKI da Força Aérea da Índia na inauguração da exposição Aero India 2019 em Bangalore
Índia busca equilibrar poder de fogo ao longo da fronteira com China e oceano Índico - Sputnik Brasil
Caças Su-30 MKI da Força Aérea da Índia na inauguração da exposição Aero India 2019 em Bangalore

Os indianos já enviaram três divisões adicionais, com aproximadamente 12.000 soldados cada, ao leste de Ladakh desde maio, juntamente com tanques, obuseiros e baterias de mísseis terra-ar.

Apesar do planejamento, o reequilíbrio operacional indiano é limitado pelas restrições orçamentárias, que se tornam um fator limitante. Contudo, o governo do país tenta encontrar uma solução para o caso, através da locação de equipamentos e plataformas militares, reduzindo assim os custos e atrasos de capital inicial.

Apesar dos esforços em conter as despesas desnecessárias, o país reconhece que a "elevação das forças" e o "desenvolvimento da infraestrutura militar" exigirão financiamento sustentado nos próximos anos.

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