Seul pede à Coreia do Norte investigação sobre morte de oficial baleado na fronteira

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Seul afirmou neste sábado (26) que vai pedir para a Coreia do Norte investigar as circunstâncias da morte de um oficial sul-coreano baleado na fronteira por tropas norte-coreanas. 

O cidadão sul-coreano foi encontrado à deriva por tropas norte-coreanas na área da fronteira marítima entre as duas Coreias. O oficial de pesca supostamente tentava desertar para o Norte. 

A Coreia do Sul informou ainda que poderá pedir uma investigação conjunta com o Norte sobre a morte, que ocorreu na quinta-feira (24).

O caso gerou um raro pedido de desculpas por parte do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Ele disse que "lamenta muito desapontar" o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, e "os cidadãos sul-coreanos porque um incidente inesperado e infeliz aconteceu". 

A mensagem foi redigida pelo Departamento da Frente Unida, uma agência do governo norte-coreano encarregada das relações inter-coreanas, e divulgada pelo gabinete do presidente sul-coreano. 

Norte culpa oficial pelo ocorrido

Apesar das desculpas, Pyongyang culpou o oficial sul-coreano pelo incidente, justificando os tiros por ele ter se recusado a responder às perguntas dos soldados e por ter tentado fugir. 

Após um encontro do Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul, realizado na sexta-feira (25), Seul disse que mais investigações eram necessárias pois os relatos da Coreia do Norte sobre a morte eram diferentes das informações coletadas pela inteligência sul-coreana. 

"Decidimos requerer ao Norte para realizar investigações adicionais e também pedir uma investigação conjunta com o Norte se necessário", afirmou o gabinete do presidente Moon, segundo a agência AP. Além disso, Seul disse que vai "rapidamente tomar medidas para fortalecer ainda mais a vigilância" na área de fronteira marítima para prevenir acidentes.

Seul acusou o Norte de ter queimado corpo do funcionário

A Coreia do Sul acusou as tropas norte-coreanas de fuzilarem o oficial e queimaram seu corpo após o encontrarem em um objeto flutuante em águas da Coreia do Norte. 

Pyongyang, por sua vez, alegou na mensagem enviada para o vizinho que, primeiro, os soldados deram tiros de alerta, após o homem se recusar a responder perguntas e apenas afirmar, por diversas vezes, que era sul-coreano. Em seguida, como o oficial tentou fugir, os soldados dispararam dez tiros contra ele. 

De acordo com a Coreia do Norte, quando os militares se aproximaram do objeto flutuante, encontraram apenas muito sangue, mas não acharam o corpo do oficial. A Coreia do Sul enviou dezenas de embarcações para encontrar os restos mortais do funcionário.

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