ONU diz que forças de segurança de Maduro cometeram crimes contra a humanidade

© AP Photo / Matias DelacroixPresidente venezuelano Nicolás Maduro concede entrevista no Palácio Miraflores, em Caracas
Presidente venezuelano Nicolás Maduro concede entrevista no Palácio Miraflores, em Caracas - Sputnik Brasil
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Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) disseram nesta quarta-feira (16) que as forças de segurança da Venezuela e grupos aliados cometeram violações de direitos humanos sistemáticas, incluindo execuções e tortura, que equivalem a crimes contra a humanidade.

As autoridades ainda afirmaram que o presidente Nicolás Maduro e seus ministros do Interior e da Defesa ordenaram ou contribuíram para os crimes documentados no relatório para silenciar a oposição.

"A missão encontrou motivos razoáveis para acreditar que, desde 2014, as autoridades e as forças de segurança venezuelanas planejaram e executaram violações de direitos humanos graves, algumas das quais equivalem a crimes contra a humanidade", disse a presidente do painel, Marta Valinas, citada pela agência Reuters.

A missão de averiguação de fatos da ONU defendeu que outras jurisdições nacionais e o Tribunal Penal Internacional (TPI) iniciem o estudo de aplicação de processos contra o país.

"Longe de serem atos isolados, estes crimes foram coordenados e cometidos de acordo com políticas de Estado, com o conhecimento ou apoio direto de oficiais de comando e autoridades de governo de alto escalão", completou Valinas.

O relatório se baseou em mais de 270 entrevistas com vítimas, testemunhas, ex-autoridades e advogados, além de documentos confidenciais.

A ONU disse ter descoberto que oficiais dos militares, da polícia e da inteligência cometeram execuções extrajudiciais, entre elas a do ex-chefe do Serviço Nacional de Inteligência, general Christopher Figuera.

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