Juiz dos EUA autoriza publicação de livro de Bolton apesar de resistência da Casa Branca

© AP Photo / Cliff OwenAssessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton (foto de arquivo)
Assessor de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton (foto de arquivo) - Sputnik Brasil
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Juiz federal americano Royce Lamberth autorizou o ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA John Bolton a publicar livro no qual critica a administração de Trump.

A decisão judicial foi tomada em meio a preocupações sobre a Segurança Nacional dos EUA e revelações sobre o governo de Donald Trump resultando na resistência da Casa Branca contra a publicação.

Contudo, se referindo aos esforços de Bolton em publicar o livro "A sala onde isto aconteceu" ("The Room Where It Happened", no original em inglês), o juiz Royce Lamberth afirmou:

"Ao assumir a responsabilidade de publicar seu livro sem se assegurar de uma aprovação final das autoridades de inteligência nacional, Bolton pode ter de fato causado estrago irreparável ao país. Mas na era da Internet, até mesmo algumas poucas cópias em circulação poderiam irrevogavelmente destruir a confidencialidade", publicou a agência AP as palavras do juiz.

Desta forma, tendo em consideração o envio de centenas de milhares de cópias já publicadas do livro, o juiz teria se sentido impossibilitado de reter a divulgação do material, apesar de observar que Bolton não recebeu autorização do governo para tal ato, concluiu a mídia.

'Bolton deverá pagar alto preço'

Logo após a decisão judicial, o presidente Trump reagiu em tom de crítica contra seu ex-assessor em sua conta no Twitter.

...quem estava acabado até eu ter o trazido de volta e dar-lhe uma chance, quebrou a lei vazando informação classificada (em grandes quantidades). Ele deve pagar um preço muito alto por isso, como outros pagaram antes dele. Isso nunca deverá se repetir!!!

Entre as ditas revelações em seu livro, Bolton afirmou que Trump implorou ajuda ao presidente da China Xi Jinping para se fazer reeleger.

Além disso, Bolton escreveu que Trump achou que seria "legal" invadir a Venezuela e que descreveu o país sul-americano como sendo "realmente parte dos EUA".

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