OMS interrompe testes com cloroquina por motivos de segurança

© AP Photo / Matilde CampodonicoDiretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, fala durante conferência em Montevidéu
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O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, anunciou nesta segunda-feira (25) que a instituição está interrompendo os testes de tratamento do coronavírus com hidroxicloroquina após estudo indicar aumento do risco de morte.

A decisão foi tomada no âmbito do projeto Solidariedade, iniciativa internacional da OMS que busca tratamentos para a COVID-19

"O grupo executivo do estudo Solidariedade, representando dez dos países participantes, se reuniu no sábado [23] e concordou em revisar uma análise abrangente e uma avaliação crítica de todas as evidências disponíveis globalmente", disse Tedros em entrevista coletiva.

Na última sexta-feira (22) foi publicado um estudo na revista The Lancet, realizado com 96 mil pacientes, que apontou que a hidroxicloroquina não apresentou benefícios no tratamento da COVID-19, além de aumentar o risco de morte dos pacientes. 

"Os autores reportaram que, entre pacientes com COVID-19 usando a droga, sozinha ou com um macrolídeo [classe de antibióticos da qual a azitromicina faz parte], estimaram uma maior taxa de mortalidade", afirmou Tedros.

De acordo com o diretor da OMS, a suspensão dos testes refere-se somente às substâncias hidroxicloroquina e cloroquina. Outros ramos do estudo Solidariedade vão continuar.

"Eu quero reiterar que essas drogas são aceitas como geralmente seguras para uso em pacientes com doenças autoimunes ou malária", completou.

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