Irã promete resposta 'apropriada' contra esforços dos EUA por embargo de armas na ONU

© AP Photo / Omid VahabzadehMíssil balístico de longo alcance Qadr H é disparado pela Guarda Revolucionária do Irã durante manobra no Irã, 9 de março de 2016 (imagem de arquivo)
Míssil balístico de longo alcance Qadr H é disparado pela Guarda Revolucionária do Irã durante manobra no Irã, 9 de março de 2016 (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil
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O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os EUA de agirem "ilegalmente" em seus esforços para influenciar o Conselho de Segurança da ONU, acrescentando que Teerã não estaria "buscando sair do acordo nuclear de 2015", do qual Washington se retirou em 2018.

Abbas Mousavi declarou que a resposta do Irã seria "proporcional" depois que os EUA disseram na semana passada que era "esperançoso" que o Conselho de Segurança da ONU estendesse o embargo de armas ao Irã antes de expirar em outubro.

O governo Trump adotou uma linha mais dura contra a República Islâmica depois de se retirar do acordo, que relaxou as sanções econômicas em troca de Teerã interromper seu programa nuclear.

"Os Estados Unidos não são mais membros do acordo nuclear", relembrou Mousavi. "A reação do Irã às medidas ilegais dos EUA será firme".

Washington ameaçou trazer de volta todas as sanções da ONU ao Irã como uma alavanca para obter apoio do Conselho de Segurança de 15 membros para estender o embargo de armas da ONU a Teerã.

© AFP 2022 / ISNA / Amin KhoroshahiMilitares iranianos se preparam para lançar um míssil (foto de arquivo)
Irã promete resposta 'apropriada' contra esforços dos EUA por embargo de armas na ONU - Sputnik Brasil
Militares iranianos se preparam para lançar um míssil (foto de arquivo)

O embargo proíbe a venda de armas convencionais para a República Islâmica e deve começar a ser progressivamente levantado em outubro, como parte do acordo sobre o programa nuclear do Irã firmado pelo governo de Barack Obama.

O acordo nuclear levou o Irã a concordar em interromper suas capacidades de enriquecimento de urânio em troca do levantamento das sanções dos EUA e de outras seis entidades, incluindo o Reino Unido, a Rússia e a União Europeia (UE).

Sucessor de Obama, o presidente Donald Trump retirou-se unilateralmente do acordo em 2018, alegando que era ruim para os EUA, depois impôs novas sanções após um ataque aéreo dos EUA que matou o general iraniano Qassem Soleimani, em janeiro.

Isso levou o Irã a começar a estocar urânio novamente, acumulando 1.021 kg até março, bem acima dos 203 kg aos quais estava restrito nos termos do acordo, embora Teerã sustente que isso não é para uso bélico.

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