Oferta dos EUA para ajudar Irã a combater coronavírus é 'estranha', diz líder supremo

© REUTERS / Website oficial KhameneiLíder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante discurso em rede nacional, em Teerã, 22 de março de 2020
Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, durante discurso em rede nacional, em Teerã, 22 de março de 2020 - Sputnik Brasil
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Neste domingo (22), em discurso em rede nacional, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, classificou os líderes norte-americanos de "charlatões".

O Irã é o país mais afetado pela COVID-19 no Oriente Médio, com 20.610 casos e mais de 1.300 mortes. Apesar de os EUA terem mais casos do novo coronavírus do que o Irã, a taxa de mortalidade nos Estados Unidos ainda é inferior à do país persa.

"Os americanos ofereceram-se várias vezes para ajudar o Irã a conter o vírus. Mas vocês são acusados de criar o vírus. Eu não sei se isso é verdade, mas é estranho que queiram ajudar o Irã", disse Khamenei, referindo-se aos EUA.

Teerã culpa as sanções econômicas impostas pelos EUA pelas suas dificuldades em frear a propagação do vírus ou manter a taxa de mortalidade em níveis inferiores.

"Vocês [os EUA] estão enfrentando escassez na sua batalha contra o vírus", lembrou Khamenei. "E se vocês nos derem uma droga que faça o vírus ficar permanentemente no Irã?"

O país persa solicitou um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional mas, como o seu Banco Central é classificado pelos EUA como "organização terrorista", enfrenta dificuldades para receber os recursos.

© AP Photo / Ebrahim NorooziComo medida de prevenção contra o coronavírus, funcionários desinfetam metrô da capital do Irã
Oferta dos EUA para ajudar Irã a combater coronavírus é 'estranha', diz líder supremo - Sputnik Brasil
Como medida de prevenção contra o coronavírus, funcionários desinfetam metrô da capital do Irã

"Os EUA são o nosso inimigo número um. [O país] é o mais perverso e sinistro inimigo do Irã. Seus líderes são charlatões", disse Khamenei.

Nesta quinta-feira (19), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, anunciou a imposição de mais sanções econômicas contra Teerã, acusando o país de "financiar o terror e outras atividades desestabilizadoras".

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