Novo estudo garante que SARS-CoV-2 é natural e não sintetizado em laboratório

© Sputnik / Ramil SitdikovMédico no aeroporto de Vnukovo, Moscou, Rússia
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Em um estudo acabado de publicar, cientistas escoceses, australianos e estadunidenses asseguram que o vírus SARS-CoV-2 surgiu a partir de processos naturais de evolução dos seres vivos.

A pesquisa foi publicada em 17 de março na revista Nature, tendo os cientistas recorrido ao genoma já sequenciado do novo coronavírus e o comparado com os genomas de outros vírus da mesma família.

Logo após o início da epidemia, cientistas chineses lograram sequenciar o genoma do SARS-CoV-2, disponibilizando os dados para pesquisadores de todo o mundo.

Andersen e sua equipe usaram esses dados de sequenciamento para explorar as origens e a evolução do SARS-CoV-2, concentrando-se sobretudo no modelo de proteínas que o vírus usa para se agarrar e penetrar nas paredes externas das células humanas e de outros animais.

Os resultados permitem inequivocamente afirmar que o SARS-CoV-2, que provoca a doença chamada COVID-19, não é produto de manipulação genética ou obtido artificialmente em laboratório ou por qualquer outro meio.

Os cientistas apuraram que o SARS-CoV-2 surgiu de forma natural a partir de mutações no genoma do vírus, que o tornam mais infeccioso em seres humanos, e que surgem aleatoriamente durante sua replicação.

Essas variações genéticas são imperfeitas, o que torna improvável a hipótese de terem sido produzidas pelo homem, assinala o estudo.

"Ao comparar os dados disponíveis da sequência do genoma com os de outras estirpes conhecidas de coronavírus, podemos determinar sem sombra para dúvidas que o SARS-CoV-2 se originou através de processos naturais", afirmou Kristian Andersen, autor principal do estudo.

Partindo da infecção do paciente zero, o vírus foi se transmitindo de humano para humano.

O que é coronavírus?

Os coronavírus são uma grande família de vírus que podem causar doenças de menor ou maior gravidade, tendo a primeira doença grave conhecida causada por um coronavírus provocado a epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) de 2003 na China.

O segundo surto de uma doença grave começou em 2012 na Arábia Saudita e a infecção foi denominada de Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

Espera-se agora que o estudo possa pôr fim à controvérsia sobre a origem do vírus SARS-CoV-2, nomeadamente a todas as teorias da conspiração.

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