Como a OPEP poderia responder à queda na demanda chinesa por petróleo?

© REUTERS / China Stringer NetworkRefinaria da petroleira nacional chinesa CNPC, na cidade de Dalian, na província de Liaoning, China, em 22 de janeiro de 2020
Refinaria da petroleira nacional chinesa CNPC, na cidade de Dalian, na província de Liaoning, China, em 22 de janeiro de 2020 - Sputnik Brasil
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Após atingir preço mais baixo em um ano, líderes da OPEP+ se reúnem para tratar do impacto do coronavírus na produção de petróleo. Mercado reage bem ao encontro e preços dão sinais de recuperação.

O preço do petróleo reagiu e foi negociado a US$ 51 (cerca de R$ 216) o barril, após líderes da OPEP e demais países associados anunciarem reunião para tratar dos impactos do coronavírus na demanda pela commodity. 

Na segunda-feira (3), os preços caíram para níveis inferiores a US$50 (cerca de R$ 212) o barril pela primeira vez em mais de um ano. A queda levou à convocação da reunião de especialistas, que deve ocorrer na matriz do cartel, em Viena, na Áustria.

A reunião irá debater se o grupo deve considerar novos cortes na produção de petróleo, a fim de conter os efeitos do coronavírus sobre a demanda.

© AP Photo / Arek RatajHomem usa máscara para se proteger do coronavírus, em Wuhan, na China, em 30 de janeiro de 2020
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Homem usa máscara para se proteger do coronavírus, em Wuhan, na China, em 30 de janeiro de 2020

Até agora, o vírus gerou a retração em pelo menos 20% na demanda da China por petróleo. Refinarias ao redor do mundo estão cortando a produção, enquanto Pequim, o maior importador de petróleo, do mundo segue impondo quarentenas e interrompendo a operação de fábricas.

A crise sanitária pode levar a uma redução de até um terço na demanda global de petróleo, acredita o diretor de finanças da BP Plc, Brian Gilvary, reportou a Bloomberg.

"Acreditamos que o [grupo] OPEP+ irá anunciar um corte adicional na produção para pelo menos 500.000 barris por dia", acredita Giovanni Staunovo, da UBS Group. "Com o petróleo brent sendo comercializado abaixo dos US$ 60, esperamos que o grupo encontre consenso mais uma vez."

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o rei saudita, Salman bin Abdulaziz, discutiram a situação do mercado por telefone, nesta segunda-feira (3).

Os líderes concordaram com a "prontidão para continuar cooperando". O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que a Rússia está pronta para participar de reuniões extraordinárias do grupo, a fim de responder à crise sanitária mundial.

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