AIDS, gripe aviária e pragas: quão mortal é coronavírus comparado a pandemias históricas?

© REUTERS / StringerVoluntários desinfectam estação ferroviária em meio a surto do novo coronavírus, em Changsha, província de Hunan, China, 4 de fevereiro de 2020
Voluntários desinfectam estação ferroviária em meio a surto do novo coronavírus, em Changsha, província de Hunan, China, 4 de fevereiro de 2020 - Sputnik Brasil
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A preocupação em torno do novo coronavírus continua crescendo juntamente com o número de mortalidade e pessoas infectadas, mas quão grave é esse vírus em relação às pandemias que o mundo já enfrentou?

Desde 2009, a gripe suína espalhada pelo mundo já matou mais de meio milhão de vidas. O surto de ebola na África Ocidental matou mais de 11.000 pessoas, enquanto a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), a gripe aviária e a doença das vacas loucas também levaram centenas de vidas, provocando preocupação generalizada.

Agora, o que está espalhando medo mundo afora é o coronavírus, que, segundo os últimos dados, já infectou mais de 20 mil pessoas e matou pelo menos 427.

Pandemias mortíferas

O HIV/AIDS foi identificado pela primeira vez na República Democrática do Congo em 1976. O surto começou no início dos anos 80 e continuou a ser um dos maiores flagelos que a humanidade tem enfrentado nas últimas décadas.

De 1981 a 2012, essa doença matou um total de 25 milhões de pessoas no mundo. Tanto a prevenção como o tratamento da infecção pelo vírus HIV melhoraram enormemente nos anos que se seguiram.

De acordo com a ONU, cerca de 37,9 milhões de pessoas estavam vivendo com o vírus HIV até o final de 2018, das quais 24,5 milhões estavam acessando a terapia antiretroviral.

Originado em 1956 na China, o vírus da gripe asiática matou cerca de dois milhões de pessoas durante os seus dois anos de expansão pelo mundo, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS).

© Foto / Agência Brasil Ato de concscientização sobre o HIV/AIDS no hospital Emílio Ribas, em São Paulo (foto de arquivo)
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Ato de concscientização sobre o HIV/AIDS no hospital Emílio Ribas, em São Paulo (foto de arquivo)

Pesquisas sugerem que o vírus é uma estirpe mista composta por vírus da gripe aviária e da gripe humana. Alguns cientistas dizem que a doença teve origem em uma mutação em patos selvagens que se combinou com uma estirpe humana pré-existente.

Redução da população

Provavelmente, uma das piores pandemias que já atingiu a humanidade foi a da gripe espanhola de 1918, que se espalhou da Ásia para a Europa e América do Norte, e chegou até o Ártico.

Mais de 500 milhões de pessoas foram infectadas, resultando em 20-50 milhões de vítimas fatais até o fim da pandemia em dezembro de 1920. Alguns pesquisadores acreditam que a doença tenha matado de 3-5% da população global na época.

O que diferenciou essa gripe das outras comuns foi seu padrão de mortalidade, que atingiu adultos completamente saudáveis.

A mais conhecida pandemia que já atingiu a humanidade, a Peste Negra, causou um número de mortes extremamente alto, de 75 milhões a 200 milhões de pessoas entre os anos de 1346 e 1353. Acredita-se que a peste, que atravessou continentes através de pulgas de ratos, tenha aniquilado de 30% a 60% da população da Europa.

© REUTERS / China DailyFuncionário hospitalar protegido aplica medicamento em hospital em meio a surto do novo coronavírus em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2020
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Funcionário hospitalar protegido aplica medicamento em hospital em meio a surto do novo coronavírus em Wuhan, província de Hubei, China, 3 de fevereiro de 2020

Sendo talvez uma das epidemias menos conhecida, a Praga de Justiniano afligiu o Império Bizantino entre os anos de 541 e 542, reduzindo a população europeia pela metade em apenas 12 meses. No seu auge, estima-se que a pandemia tenha matado cerca de 5.000 pessoas por dia.

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