Evo Morales chega à Argentina como refugiado, diz chanceler argentino

© REUTERS / Edgard GarridoEvo Morales durante asilo na Cidade do México, em novembro de 2019
Evo Morales durante asilo na Cidade do México, em novembro de 2019 - Sputnik Brasil
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O presidente deposto da Bolívia, Evo Morales, aterrissou nesta quinta-feira (12), em Buenos Aires, aonde tramitará seu pedido de obtenção de status de refugiado, confirmou o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá.

O ministro esclareceu que Evo Morales chegou acompanhado do ex-vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera.

"Acaba de chegar a [Aeroporto Internacional de Buenos Aires] Ezeiza e veio para ficar, suponho", declarou o ministro de Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, ao canal local TN.

Na véspera, a chancelaria argentina havia concedido asilo aos dois bolivianos. Nas próximas horas, o Ministério do Interior da Argentina iniciará os trâmites para concessão de status de refugiado aos políticos.

Após passar quase um mês asilado no México e alguns dias em Cuba, o ex-presidente da Bolívia se encaminhou à Argentina para ficar com seus filhos.

De acordo com o jornal argentino La Nación, o chanceler ainda não havia se reunido com Evo Morales, e afirmou:

"O regulamento [para obtenção de status de refugiado] exige uma série de pautas, como domicílio etc. [...] Queremos de Evo o compromisso de não fazer declarações políticas na Argentina. É uma condição que pedimos a ele", declarou.

Sobre a saída de Evo Morales do México, o chanceler argentino afirmou que "ele se sente melhor aqui, onde seus filhos estão como estudantes universitários".

Solá acentuou que a Casa Rosada não reconhece a administração de Jeanine Áñez como governo da Bolívia:

"Eu diria que é um governo de fato [implantado ou mantido por via de fraude ou violência], que pode ter apoio da população. Trataremos de cooperar para que as eleições cheguem o mais breve possível", concluiu.

Evo Morales renunciou ao governo da Bolívia sob pressão das Forças Armadas, em 10 de novembro de 2019. Após a renúncia, recebeu asilo na Cidade do México. 

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